Aloé + Graviola

42,00 

Suplemento alimentar com: Romã, FOS (Fruto-oligossacarídeos), Graviola, Aloé Vera e Cannabis.

Principais características dos ingredientes:
✔ Atuam na regulação do trânsito intestinal
✔ Auxiliam na proteção do estômago
✔ Com elevado poder antioxidante
✔ Contribuem para o bem-estar geral do organismo

Apresentação: Frasco de 500 ml.

REF: F302143 Categorias: ,
IngredientesToma Diária: 40 ml
Tomas por embalagem: 12
%VRN
Romã13000 mg**
FOS (Fruto-oligossacarídeos)3000 mg**
Graviola (Anona)
(Equiv. Planta)
160 mg
1600 mg
**
Aloé Vera
(Equiv. Planta)
8 mg
1600 mg
**
Cannabis sativa20 mg**
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Tomar 20ml, duas vezes ao dia. Agitar antes de usar.

Água; Agente de volume: Sorbitol; Espessante: Glicerol; FOS (Fruto-oligossacáridos); Extrato seco de Punica granatum, Romãzeira, fruto; Extrato seco de Annona muricata, Graviola, fruto; Aroma; Regulador de acidez: Ácido cítrico; Conservantes: Benzoato de sódio, Sorbato de potássio; Emulsionante: Polissorbato 80; Cannabis sativa (óleo das sementes com teor de THC ˂ 0,2%; Extrato seco de Aloe barbadensis, Aloe vera, folha; Edulcorante: Glicosídeos de esteviol.

Agitar antes de tomar. Não exceder a toma diária recomendada. O seu consumo excessivo pode ter efeitos laxativos. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Devido à inexistência de estudos que confirmem a segurança de utilização em caso de gravidez e aleitamento, este suplemento não deve ser utilizado nestas situações, salvo indicação médica. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorrecções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

A Romã (Punica granatum L.) é uma fruta indígena da região Mediterrânea e Médio Oriente, de extensa composição fitoquímica, incluindo compostos fenólicos, polifenóis, flavonoides (antocianinas, catequinas, quercetina, rutina), taninos e vitaminas com que contribuem em conjunto para as proprieda­des medicinais da Romã, como atividade antioxidante, adstringente, antidiarreico, antiobesidade, antidiabética, antidislipidémi­ca, anti-inflamatória, antimicrobiana, imunomoduladora e antitumoral. Tem utilização tradicional contra parasitas intestinais, disenteria e diarreia, pancreatite, distúrbios respiratórios, gástricos e biliares, he­morragias nasais, gengivais e hemorroidas, e é considerada, ainda, um tónico para a garganta e coração.

Por estes motivos tem sido considerada um superalimento e ganho popularidade em todo o mundo.

Vários estudos têm demonstrado que a Romã reduz a peroxidação lipídica, o stress oxidativo e a resistência à insulina, melhora o perfil lipídico (redução do colesterol) e reduz o grau de obesidade, para além de ter potencial no tratamento da hipertensão (reduz pressão arterial) e na melhoria da função vascular.

O consumo regular de Romã, seja fruta inteira, sumo ou suplementação alimentar que a contenha, parece ser benéfico para a saúde humana, podendo proteger e até melhorar a progressão de determinadas patologias como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e até cancro.

Uma revisão sistemática de literatura científica recente confirmou que a suplementação com Romã poderá ser considerada um coadjuvante para mitigar a disfunção vascular e inflamação, devido à sua capacidade de reduzir os níveis de mediadores inflamatórios como a interleucina 6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral (TNF-α). Para além de promover biomarcadores anti-inflamatórios e recetores como IL-10.

Também ficou demonstrado em estudos científicos que a Romã tem capacidade anticancerígena tanto por estimulação da via apoptótica, induzindo citotoxicidade celular, como pela diminuição da proliferação celular.

Por último, o seu forte potencial antioxidante, superior a outras frutas, também foi comprovado através de meta-análises e estudos de revisão recentes, que demonstraram que os tanitos e os compostos fenólicos presentes neste fruto são os principais responsáveis pelas melhorias nos parâmetros de stress oxidativo.

Bibliografia

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Os Fruto-oligossacarídeos são um dos prebióticos mais estudados, sendo hidrossolúveis e baixos em calorias. Estes vão auxiliar na redução dos níveis de colesterol, inibir o crescimento de bactérias putrefactivas prejudiciais e melhorar a absorção de minerais, como o Cálcio e Magnésio, no intestino. São uma fonte de carbono preferencial para probióticos, aumentando o crescimento da microbiota intestinal benéfica e sendo por isso utilizados como prebióticos funcionais em suplementos alimentares. 

Além de efeitos bifidogénicos, a ingestão regular e adequada de FOS apresenta mais valias em problemas associados a distúrbios gastrointestinais, cardiovasculares, obesidade, diarreia, osteoporose, arterosclerose e diabetes tipo 2. Adicionalmente, promove a digestão e o metabolismo da lactose, a reciclagem de substâncias como o estrogénio e a síntese de vitaminas do complexo B e de imunoestimulantes com atividade anti-tumoral. 

São conhecidos por estimular a absorção de água e eletrólitos na mucosa intestinal e reduzir a formação de genotoxinas e enzimas que formam carcinogénios no intestino. Atribui-se assim ao seu consumo, a redução do potencial de risco de várias patologias associadas a um elevado nível de bactérias intestinais patogénicas, como as doenças auto-imunes, cancro, acne, cirrose, obstipação, intoxicação alimentar, alergias e intolerâncias alimentares.⁠ 

Bibliografia

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A graviola, de nome científico Annona muricata, é uma árvore de fruto, distribuída por regiões tropicais e sub-tropicais, sendo que várias porções da planta podem ser usadas para fins medicinais. 

Tem uma composição fitoquímica diversa incluindo alcalóides, carotenóides, vitaminas, minerais e compostos fenólicos, que lhe conferem vários efeitos benéficos a nível do sistema imunitário e como antioxidante.⁠ Apresenta-se também como anti-inflamatório, anti-pirético, anti-microbiano, hipotensor, analgésico, cicatrizante, antidiabético, hepatoprotetor, antiparasitário, antiartrítico, anticonvulsionante. A graviola  é ainda utilizada na cistite, insónia, reumatismo, para aumentar a secreção de leite nas lactantes e como adstringente na diarreia e disenteria.

Muitos estudos sugerem também que várias partes da planta apresentam atividade anti-proliferativa. No cancro do pâncreas demonstraram inibir a viabilidade e mobilidade e induzir apoptose de células cancerígenas in vitro, e demonstraram suprimir o crescimento tumoral e metastização in vivo. Em células de cancro da mama, a graviola causa apoptose in vitro e inibe o crescimento tumoral também in vivo, tendo sido encontrados resultados semelhantes em células do fígado.

A nível toxicológico, o consumo excessivo de produtos provenientes de espécies Annonacceae poderá provocar efeitos neurotóxicos devido à sua composição em alcalóides e acetogeninas. Estas substâncias demonstram ser tóxicas para as células dopaminérgicas ao prejudicar a sua produção de energia. Como tal, o consumo de graviola apresenta grandes efeitos benéficos mas deve ser feito com moderação, sempre dentro das doses recomendadas.

Bibliografia

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A Aloé Vera (Aloe barbadensis) é uma planta suculenta conhecida pelas suas propriedades medicinais e aplicações terapêuticas, e cuja análise química revela mais de 200 substâncias biologicamente ativas. Com um elevado conteúdo em água (>99%), contém ainda vitaminas hidro e lipossolúveis (A, B, C, E), minerais (Na, K, Ca, Mg, P, Fe, Cu, Zn, Al, Mn), enzimas, aminoácidos (essenciais), proteínas, lípidos, compostos fenólicos, orgânicos e inorgânicos e polissacarídeos (maioritariamente glucomananos) aos quais são atribuídos muitos dos seus benefícios.

Apresenta propriedades cicatrizantes e reparadoras da pele, antioxidantes, imunomoduladoras, anti-inflamatórias, antimicrobianas, antidiabéticas e hipoglicemiantes, hipolipidémicas, antialérgicas, antitumorais, antirretrovirais, antiartríticas e antireumatóides, hepatoprotetoras e gastroprotetoras, contribui para a manutenção da saúde oral e do sistema imunitário, sendo também muito utilizada no tratamento da obstipação e outros distúrbios gastrointestinais.

Os seus subprodutos, que incluem o latex ou o sumo, são usados pelo seu efeito laxante devido ao seu conteúdo em glicosídeos C, barbaloína e isobarbaloína.

O gel, proveniente da polpa, é utilizado topicamente para auxiliar em variadas afeções da pele, tal como na cicatrização de feridas, queimaduras, irritações/eczema e inflamação. Para além disso, o consumo do gel tem ainda um efeito profilático e regenerador de lesões gastrointestinais como úlceras, e no cólon irritável, sendo que a sua ação anti-inflamatória poderá ter efeito terapêutico relevante em doença intestinal inflamatória. Os seus polissacarídeos demonstraram ativar macrófagos, adjuvar a produção de anticorpos e aumentar a libertação de citocinas, notando-se uma restauração da resposta imune celular com o consumo do gel de Aloé, sugerindo um efeito imunoprotetor. 

A folha inteira, ou seja, o extrato da folha que combina ambos os componentes do Aloé – o gel e o latex, é ainda usado pelas suas propriedades terapêuticas no tratamento de diversas doenças, sendo que, recentemente, tem vindo a ser estudado no tratamento do cancro, SIDA e diabetes mellitus.

Bibliografia

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Cannabis sativa é uma planta com flor anual e inúmeras variedades botânicas. Esta planta contém mais de 500 compostos químicos sendo que, destes, mais de 120 são terpenofenóis, também designados de fitocanabinóides. Entres eles, os mais conhecidos e estudados são o canabinol psicoativo ∆9-tetrahidrocanabinol (THC) e os não psicoativos: canabidiol (CBD), canabigerol (CBG), canabicromeno (CBC) e canabidivarina (CBDV).

Para entender o valor terapêutico desta planta, é necessário compreender a diferença entre marijuana e cânhamo. Ambas pertencem à mesma espécie de planta, a Cannabis sativa, mas diferem botanicamente ao nível da subspécie. C. sativa subsp. indica é o nome científico para a marijuana, enquanto C. sativa subsp. sativa é o do cânhamo, e distinguem-se essencialmente pela quantidade de THC, presente em quantidades muito superiores na marijuana, conferindo-lhe propriedades medicinais. Contudo, de acordo com a regulamentação europeia, apenas é permitida a comercialização de canabis ou de produtos contendo canabis que tenham um teor máximo de 0,2% de THC.

O cânhamo, devido à sua natureza não psicoativa, ao seu teor nutricional e à sua fácil acessibilidade em vários países, tem gerado um interesse crescente, já que se trata de uma cultura versátil, que pode ser cultivada em altas latitudes e usada para produzir alimentos, têxteis, roupas, plásticos biodegradáveis, papel, tintas, biocombustíveis, ração animal e até óleo para iluminação.Este produto é ainda comercializado e consumido pela população, devido aos seus prováveis efeitos benéficos para a saúde, seja pela presença ou não de CBD na sua composição.

Recentemente, também tem surgido cada vez mais evidência que aponta para os benefícios farmacológicos dos compostos ativos não canabinóides presentes no cânhamo. A sua semente representa uma valiosa fonte de ácidos gordos essenciais, minerais, vitaminas e fibras, bem como aminoácidos essenciais presentes na edestina e albumina, duas proteínas facilmente digeridas. Esta é composta aproximadamente por 30 a 50% de óleo, sendo que, desses, 80% correspondem a ácidos gordos insaturados, como os ácidos linoleico, alfa-linoléncio e oleico. Comparando com outros óleos vegetais, o óleo de sementes de cânhamo é o que apresenta maior proporção de ácidos gordos polinsaturados, sendo estes benéficos ao nível da redução do risco de doenças cardiovasculares, cancro, hipertensão e doenças inflamatórias e autoimunes. Além disso, este óleo contém ainda fibras dietéticas solúveis e insolúveis, como a celulose, hemicelulose e a lignina, que ajudam ao nível da regulação do trânsito intestinal.

Adicionalmente, considerando as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias dos diferentes compostos presentes na semente do cânhamo, vários estudos estão a ser realizados no sentido de perceber se a suplementação com este composto poderá melhorar situações de saúde caracterizadas por inflamação crónica e stress oxidativo excessivo, como acontece em diversas doenças neurodegenerativas.

Bibliografia

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4. Farinon B, Molinari R, Costantini L, Merendino N. The seed of industrial hemp (Cannabis sativa l.): Nutritional quality and potential functionality for human health and nutrition. Nutrients. 2020;12(7):1-60. doi:10.3390/nu12071935

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