Batom Cieiro

11,00 

Possui uma capacidade regeneradora e revitalizante da pele tornando-se uma ajuda indispensável no cuidado da pele sensível dos lábios em todas as estações do ano já que hidrata em profundidade e nutre intensamente, garante a proteção dos lábios contra influências externas, protege contra os raios solares e oferece um conforto imediato à pele.

Apresentação: tubo de 5,5 ml.

REF: 20232.SP Categorias: ,

Informações Complementares

Aplicar uma fina camada nos lábios.

Caprylic/Capric Triglycerude, Canola Oil, Hydrogenated Sunflower Seed Oil, Oryza Sativa Bran Wax, Simmondsia Chinensis Seed Oil, Polyglyceryl-3 Polyricinoleate, Copernicia Cerifera Wax, Dimer Dilinolel, Dimer Dilinoleate, Helianthus Annuus Seed Oil, Fragrance, Phospholipids, Argania Spinosa Kernel Oil, Theobroma Cacao Seed Butter, Mangifera Indica Seed Oil, Tocopherol, Corylus Avellana Seed Extract, Snail Secretion Filtrate, Vitis Vinifera Fruit Extract, Hyaluronic Acid, Saccharomyces Cerevisiae Extract, Tripeptide-29, Aqua, Sodium Chloride, Sodium Bicarbonate, Magnesium Sulphate, Potassium Bromide, Potassium Iodine.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorreções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de cosméticos e suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

O Ácido Hialurónico, também conhecido por Hialuronato de Sódio, é um glucosaminoglicano natural formado pela ligação de glucosamina com ácido glucorónico. Ocorre naturalmente em vários tecidos e fluidos do corpo, mas principalmente na cartilagem articular e no fluido sinovial, sendo o principal responsável pela sua elevada viscosidade e propriedades lubrificantesprotetoras e amortecedoras na articulação. Sendo também abundante na pele e estando presente em tendões e cavidades serosas. É sintetizado principalmente por fibroblastos e queratinócitos, sendo que os condrócitos dependem dele para deposição da matriz da cartilagem e foi sugerido que desempenhe também um papel na fecundação e imunorregulação.

O Ácido Hialurónico desempenha um papel multifacetado na regulação de diversos processos biológicos, nomeadamente na reparação da pele e regeneração de tecidos. Considerado um humectante por excelência, possui elevada capacidade para absorção de água e consegue penetrar nas camadas superiores da epiderme, permitindo aumentar a coesão entre as células e assim proteger a pele de fenómenos de desidratação, tendo vindo a ser empregue como um dos componentes imperativos em produtos cosméticos e nutricosméticos. Entre as suas funções biológicas incluem-se a retenção de água na matriz, hidratação de tecidos, homeostasia da água, lubrificação, transporte de solutos, migração, divisão e interação celular, adesão neutrófila, reabsorção óssea, cicatrização e agregação e adesão de glóbulos vermelhos. Para além disto, também tem sido usado em cirurgia oftálmica, diagnóstico de cancro, como anti-inflamatório e imunomodulador e no tratamento de articulações inflamadas.
A progressão da osteoartrite com a idade leva ao declínio de ácido hialurónico, motivo pelo qual tem sido usado no tratamento desta patologia, bem como no controlo de dores articulares.

Em suma, o Ácido Hialurónico, naturalmente presente em vários tecidos no corpo humano, tende a diminuir com a idade, como tal desempenha um importante papel na saúde articular, nomeadamente na lubrificação da cartilagem, como antioxidante, analgésico, anti-inflamatório, condroprotetor, evita a degradação da matriz extracelular e tem efeitos de reparação na cartilagem. Para além do seu papel cicatrizante, reparador e hidratante da pele.

Bibliografia

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4. Becker LC, Bergfeld WF, Belsito D V., et al. Final Report of the Safety Assessment of Hyaluronic Acid, Potassium Hyaluronate, and Sodium Hyaluronate. Int J Toxicol. 2009.

O óleo de argão é um óleo extraído dos frutos da árvore Argania Spinosa e fornece muitos benefícios para a saúde, como prevenir o envelhecimento precoce, hidratar os cabelos e a pele, e ajudar na cicatrização de feridas.

É rico em vitamina E e ácidos graxos, nutrientes que agem na estrutura dos fios de cabelo, deixando-os macios, brilhantes, hidratados e sem frizz. É uma ótima opção para proteger os cabelos contra os danos causados por produtos químicos ou tratamentos com calor.

Quando aplicado na pele, o óleo de argão mantém a barreira de proteção natural da pele, reduzindo a saída de água e promovendo, assim, a hidratação da mesma.

Por ter ótimas quantidades de polifenois, vitamina E e ácidos graxos insaturados, o óleo de argan pode favorecer a cicatrização de feridas. Além disso, por sua ação cicatrizante e anti-inflamatória, o óleo de argan também pode ajudar no tratamento de queimaduras, eczema e psoríase.

Por conter vitamina E e polifenóis com propriedades antioxidantes, que protegem a pele contra os danos causados pelos radicais livres, prevenindo a formação de rugas e o envelhecimento precoce.

Além disso, o óleo de argão também melhora a elasticidade, evitando a flacidez da pele.

Bibliografia

1. Gharby, Said; Charrouf, Zoubida. Argan Oil: Chemical Composition, Extraction Process, and Quality Control. Frontiers in Nutrition. Vol.p8. 2022
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O uso da baba de caracol para cuidar da pele começou com os chilenos. “Na década de 1980, os criadores de caracóis chilenos descobriram que as suas mãos eram muito macias depois de manusear os caracóis.

A baba que permite aos caracóis movimentar-se é rica em alantoína, ácido glicólico, ácido hialurónico, colagénio, vitaminas A, E e C e elastina e estas substâncias tem efeitos benéficos visíveis quase imediatamente na sua pele.

Possui propriedades hidratantes que sustentam a barreira da pele e ajudam a reter a humidade. Ajuda a estimular a produção de colagénio que além de diminuir as linhas finas e as rugas, também ajuda a dar à tez um brilho radiante e jovem.

Também contém zinco, que é anti-inflamatório e alatoína que acalma a irritação. Portanto, pode esperar uma pele mais suave, hidratada e brilhante.

Bibliografia

1. Lim V, Yong A et al. Efficacy and Safety of a New Cosmeceutical Regimen Based on the Combination of Snail Secretion Filtrate and Snail Egg Extract to Improve Signs of Skin Aging. J Clin Aesthet Dermatol . 2020;13(3):31-36.
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4. Yongeun Kim Y, Sim WJ, Lee JS and Lim TG. Snail Mucin Is A Functional Food Ingredient for Skin. Journal of Functional Foods. 2022;105053.

O cacau é um dos melhores antioxidantes naturais existentes. Isso quer dizer que ele é eficiente no combate aos radicais livres, substâncias tóxicas às células e que prejudicam a saúde da pele.

Esse é um ativo rico em vitaminas como A, B1 e E, e minerais importantes como Ferro, Magnésio e Zinco, por isso contribui tanto para a nutrição dos tecidos cutâneos e consequentemente para a saúde e a vitalidade da pele e cabelos.

Por fim, é também um ativo anti-inflamatório, motivo pelo qual auxilia também no tratamento do couro cabeludo. No rosto, age ainda como hidratante e relaxante, podendo trazer benefícios reais para a pele do corpo todo, que ganha maciez e suavidade.

Esse conjunto de benefícios faz do Cacau um ativo de sucesso quando o assunto é uma pele rejuvenescida, prevenida contra o envelhecimento e com aspecto mais jovem.

Bibliografia:

1. Nieto K.H., Mendoza N.V., Campos-Vega R. Cocoa by-products. In: Campos-Vega R., Oomah D., Vergara-Castañeda H.A., editors. Food Wastes and by-Products: Nutraceutical and Health Potential. John Wiley & Sons Ltd.; Pondicherry, India: 2020. pp. 373–411.
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A cera de carnaúba é uma resina retirada de uma palmeira conhecida cientificamente como Copernicia prunifera. Ela tem uma infinidade de usos, além de ser 100% natural e vegana.

A carnaúba é uma árvore típica do nordeste brasileiro, também conhecida como “árvore da vida”. Isso porque é possível aproveitar praticamente todas as partes dessa palmeira.

Tem propriedades emolientes e nutritivas, protege a pele depositando um filme hidrolipídico, resistente à agua, mas sem obstruir os poros.

Bibliografia:

1. Steinle, J. Vernon (September 1936). “Carnauba wax: an expedition to its source”. Industrial & Engineering Chemistry. 28 (9): 1004–1008.
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O girasool possui uma gordura saudável rica em vitamina E, uma vitamina com potente ação antioxidante e cicatrizante, fortalecendo o sistema imunológico, prevenindo o envelhecimento precoce e ajudando na a cicatrização de feridas.

Além disso, também contém ómega 3, ómega 6 e ómega 9, que são gorduras saudáveis com ação anti-inflamatória e antioxidante, que ajudam a diminuir o colesterol “mau”, o LDL, evitando doenças como aterosclerose e derrame.

Por ser rico em vitamina E, que é uma vitamina com potente ação anti-inflamatória, ajuda no tratamento e na cicatrização de feridas como queimaduras de 1ª e 2ª grau, e úlceras por pressão, por exemplo.

Por ser um potente antioxidante, protege as células da pele contra os danos causados pelo excesso de radicais livres, prevenindo a formação de rugas, a flacidez e o envelhecimento precoce.

Pode ser aplicado puro ou adicionado a cremes, pomadas e loções, para hidratar e melhorar a elasticidade e a maciez dos cabelos e da pele do corpo e do rosto.

Estes benefícios devem-se à presença de vitamina E e ómega 6 nque são nutrientes que ajudam a manter a barreira natural da pele e dos cabelos, evitando a perda de água e mantendo-os hidratados.

Bibliografia

1. Lania, G, Bruno et al. Topical essential fatty acid oil on wounds: Local and systemic effects. PLOS One. 1-15, 2019
2. Franco, Rosa et al. Sunflower Oil Functional Properties for Specialty Food. Nutrition and Food Science. Vol.5. 4.ed; 1-4, 2018
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6. Silva, P, Henrique. Óleos e gorduras: Características sensoriais, físico-químicas e seu papel na técnica dietética. Tese de conclusão de curso, 2018. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O óleo de jojoba é extraído da planta Simmondsia chinensis (nome científico), que é um tipo de arbusto popularmente chamado de jojoba. Ela é nativa da América do Norte, sendo encontrada nos desertos de Mojave e Sonora, no Arizona, na Califórnia e no México. O fruto dado pela jojoba é parecido com um feijão, esverdeado e oval que apresenta sementes em seu interior.

A partir do grão da jojoba é possível extrair o óleo. A produção do óleo do grão de jojoba é um conhecimento desenvolvido pelos povos nativos americanos, que usavam o óleo para tratar ferimentos e problemas na pele.

O óleo de jojoba é composto por vitaminas A, B1, B2 e E, ácido mirístico. Porém, sua composição é quase que exclusivamente dada pela ceramida, presente em 96% do óleo.

A ceramida é um lipídio composto por um álcool insaturado e uma longa cadeia de ácidos graxos ligados a uma amida. A ceramida é um importante composto do estrato córneo da epiderme, que é responsável pela barreira de permeabilidade da pele. Ela evita a penetração de agentes danosos do meio ambiente e a perda transepidermal de água, mantendo a pele hidratada. Assim, proporciona-se um potente aumento da capacidade de retenção hídrica da pele, contribuindo para a hidratação e suavidade.

Além das propriedades emolientes e umectantes da ceramida, a vitamina E presente no óleo confere efeito antioxidante. O ácido mirístico, por sua vez, proporciona ação anti-inflamatória e protege de irritações.

Bibliografia

1. Tisserand, Robert; Young, Rodney. Essential Oil Safety: second edition. Londres: Elsevier, 2014.
2. Amaral, Fernando. Técnicas de Aplicação de Óleos Essenciais: Terapias de saúde e beleza. São Paulo: Cengage Learning, 2015.
3. Baldoux, Dominique. O Grande Manual da Aromaterapia de Dominique Baudaux. Belo Horizonte: Editora Laszlo, 2018.
4. Lavabre, Marcel. Aromaterapia: a cura pelos óleos essenciais. Belo Horizonte: Editora Laszlo, 2018.

A avelã é um fruto seco da árvore aveleira (Corylus avellana), originária do sul da Europa e da Ásia.

Devido às quantidades significativas de vitaminas C e E e ómega 9 (ácido oleico), o óleo de avelã aplicado como cosmético garante hidratação, nutrição e proteção da pele e dos cabelos, aumentando também a flexibilidade e elasticidade da pele.

Por conter vitaminas B1, B2 e B6, o óleo de avelã também possui propriedades anti-inflamatórias e até auxilia no processo de cicatrização.

Bibliografia:

1. Shahidi F, Alasalvar C, Liyana-Pathirana CM. Antioxidant phytochemicals in hazelnut kernel (Corylus avellana L.) and hazelnut byproducts. J Agric Food Chem 2007;55(4):1212-20.
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Vitis vinifera L. é uma planta nativa da Europa e Ásia ocidental, que cresce abundantemente em países mediterrânicos, sendo o vinho a bebida de eleição elaborada a partir das suas uvas, bebida muito apreciada e consumida, desde a antiguidade até aos dias de hoje.

No entanto, outros produtos derivados desta planta têm ganho interesse ao longo dos anos, pelo seu valor nutricional e medicinal, com potenciais benefícios para a saúde. A casca das uvas são ricas em terpenos, norisoprenóides e tióis, e a polpa em ácidos orgânicos e açúcares. A sua concentração em compostos fenólicos, resveratrol e quercetina, conferem-lhe relevantes propriedades antioxidantes e antimicrobianas. As suas sementes, ricas em fenóis e proantocianidinas, parecem ter um papel nutracêutico benéfico para a saúde, para além de lhe serem atribuídas  propriedades anti-inflamatórias, anti-ulcerosas, anti-cancerígenas e cardioprotetoras. O óleo das sementes é rico em ácidos gordos essenciais, vitamina E e fitoesteróis, demonstando notáveis atividades antioxidantes e anti-inflamatórias, para além de estar a ser estudada a sua capacidade anti-tumural. O uso tradicional da uva inclui, entre outros, as doenças da pele, patologias oculares, náuseas, dores de garganta, hemorroidas, doenças renais e hepáticas, sendo que na medicina Ayurvédica é considerado um tónico para o coração com utilidade nas doenças cardiovasculares, edema e inflamação.

As folhas da Videira, por sua vez, têm sido utilizadas desde tempos antigos devido às suas diversas propriedades, tal como a ação hipoglicemiante, antimicrobiana, anti-inflamatória e, particularmente, as suas propriedades antioxidantes, benéficas para o organismo. Também utilizadas no tratamento de insuficiência venosa crónica, pela eficácia demonstrada na redução do edema e da dor, atuando ao nível da circulação sanguínea microvascular. Estando as patologias neurodegenerativas e falhas de memória muitas vezes relacionadas com défices ao nível da microcirculação sanguínea cerebral, a Videira poderá apresentar efeitos benéficos a este nível. Para além disto, sendo a obesidade uma doença inflamatória que também afeta os vasos sanguíneos, causando dificuldades na circulação de leptina (hormona da saciedade) até ao cérebro, têm sido estudados os efeitos antiobesidade da V. vinifera, tanto pela sua ação na microcirculação como pelos seus efeitos anti-inflamatórios. As folhas de videira, sendo subprodutos da indústria vinícola, têm vindo a ser utilizadas na medicina tradicional pelos seus efeitos hepatoprotetores, espasmolíticos e vasodilatadores.

Em suma, os compostos naturais presentes na videira protegem as células vasculares endoteliais contra o dano inflamatório, exibindo também uma capacidade antioxidante notável, conferindo-lhe propriedades cardio e hepatoprotetoras, estando mesmo a ser estudado o seu potencial benefício como anticancerígeno.

Bibliografia

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7. Nassiri-Asl M, Hosseinzadeh H. Review of the pharmacological effects of Vitis vinifera (grape) and its bioactive compounds. Phyther Res. 2009.

A Vitamina E ou α-tocoferol é antioxidante lipossolúvel, que não sendo produzido pelo nosso organismo, é obtido exclusivamente através da alimentação. Está sobretudo presente em alimentos com uma maior componente lipídica, tal como os amendoins, as amêndoas, as sementes, os pistácios, as nozes, entre outros, podendo também ser obtida através do consumo de suplementos alimentares. No corpo humano, a Vitamina E é armazenada no tecido adiposo, mas está presente de forma úbiqua nas membranas celulares, contribuindo para a sua fluidez, integridade e função. Por contribuir para a integridade membranar, impede o extravasamento de material intracelular, situação que comprometeria o adequado funcionamento do organismo. Sendo um potente antioxidante, garante proteção contra a oxidação lípidica e favorece a reparação membranar, especialmente relevante nas células naturalmente mais expostas ao stress oxidativo, como é o caso das células musculares. 

A sua potente bioactividade antioxidante tem-se revelado útil em formulações cosméticas, já que constitui uma das defesas primárias da pele contra o stress oxidativo, especialmente quando induzido pela exposição aos raios UV e aos agentes poluentes. Vários estudos clínicos demonstraram que a aplicação tópica de vitamina E, após a exposição solar, reduz significativamente as respostas cutâneas agudas como o eritema ou o edema. Quando consegue atuar nas camadas dérmicas, onde ocorre o stress oxidativo, esta vitamina protege contra o fotoenvelhecimento e mantém a integridade da rede cutânea de colagénio, tendo sido comprovado o efeito antioxidante sinérgico das vitaminas C e E na fotoproteção. Por este motivo, quando incluída em formulações cosméticas como agente antienvelhecimento, a Vitamina E contribui para a redução das linhas finas, rugas e flacidez induzidas pelo fotoenvelhecimento. Simultaneamente, a sua ação hidratante contribui para uma maior elasticidade e suavidade da pele. 

A ação anti-inflamatória da Vitamina E contribui para uma maior proteção das células e do organismo, especialmente por prevenir a agregação plaquetária, inibir a produção de tromboxano, favorecer a libertação de prostaciclina (ação vasodilatadora) e diminuir os níveis de Vitamina K1, atuando na prevenção da aterosclerose e no consequente surgimento de doenças cardiovasculares, tendo ainda demonstrado um potencial papel anticarcinogénico. 

Ao nível da visão, foi demonstrado que a Vitamina E potencia a capacidade antioxidante da Luteína, protegendo o pigmento das células epiteliais da retina, concentrando-se nos segmentos externos das membranas fotorrecetoras. Poderá ajudar a prevenir alterações prejudiciais da córnea e conjuntiva, ao participar na proteção da retina de danos oxidativos, particularmente os provenientes da exposição à luz azul. As suas características antioxidantes poderão ser úteis no retardar do desenvolvimento de cataratas e degeneração macular (opacificação), pelo que é uma vitamina tipicamente incluída em suplementos alimentares relacionados com a visão.

Sendo rara a deficiência de Vitamina E, a sua carência pode ocorrer em pessoas com má absorção de gordura, defeitos genéticos específicos ou quando expostas a malnutrição severa. A hipovitaminose severa resulta em anomalias neuromusculares, miopatias e pode comprometer vários aspetos da resposta imunitária. Os efeitos benéficos da suplementação com Vitamina E relacionam-se especialmente com a prevenção da sua deficiência. No entanto, estão identificados vários casos que beneficiam da suplementação acima das doses recomendadas como, por exemplo, na estimulação da função imunitária (mediada por células T) e na modulação dos processos degenerativos relacionados com envelhecimento, na prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, como as doenças reumáticas, ou em doentes asmáticos, uma vez que esta vitamina está diminuída nos fluidos das vias aéreas destes pacientes. 

Bibliografia

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