Cerebrovital Shot

35,00 

Suplemento alimentar com: Arginina, Carnitina, Guaraná, Vitamina C, Vitaminas do Complexo B e Magnésio.

Ideal para uma toma durante 10 dias, quando as necessidades energéticas são mais intensas: exames, entrega de trabalhos, etc.

Principais características dos ingredientes:
✔ Taurina: Acção energizante
✔ Arginina: Melhoria da circulação sanguínea, nomeadamente a nível cerebral
✔ Guaraná: Acção estimulante físico e intelectual

⚠️ Atenção: Contém edulcorantes.

Apresentação: caixa com 10 ampolas bebíveis de 10 ml.

REF: F302129 Categorias: ,
IngredientesToma Diária: 1 ampola
Tomas por embalagem: 10
%VRN
Arginina1000mg**
L-Carnitina350mg**
Taurina200mg**
Guaraná100mg**
Vitamina C80mg100%
Magnésio56,25mg**
Vitamina B316mg100%
Vitamina B56mg**
Vitamina B21,4mg100%
Vitamina B61,4mg100%
Vitamina B11,1mg100%
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Tomar 1 ampola (10ml) por dia.

Água Purificada; Agente de Volume: Sorbitol; Aspartato de Arginina; Cloreto de Magnésio; L-Carnitina; L-Taurina; Extrato Seco Paullinia cupana, Guaraná (Sementes); Vitamina C (Ácido L-Ascórbico); Aroma; Regulador de Acidez: Ácido Cítrico; Niacina (Nicotinamida); Conservante: Sorbato de Potássio, Benzoato de Sódio; Ácido Pantoténico (DPantotenato de Cálcio); Edulcorante: Glicosídeos de Esteviol; Vitamina B2 (Riboflavina-5’-Fosfato de Sódio); Vitamina B6 (Cloridrato de Piridoxina); Vitamina B1 (Cloridrato de Tiamina).

✔ A vitamina C, a tiamina, a riboflavina, o ácido pantoténico e a niacina contribuem para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ A vitamina C contribui para manter o normal funcionamento do sistema imunitário durante e após exercício físico intenso.
✔ A vitamina C contribui para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis.
✔ A vitamina C, a riboflavina, o ácido pantoténico, a niacina e o magnésio contribuem para a redução do cansaço e da fadiga.
✔ A vitamina C, a tiamina, a riboflavina, a niacina e o magnésio contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso.
✔ A niacina e a tiamina contribuem para uma normal função psicológica.
✔ O ácido pantoténico contribui para um desempenho mental normal.

Agitar antes de tomar. Não exceder a toma diária recomendada. O seu consumo excessivo pode ter efeitos laxativos.Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Devido à inexistência de estudos que confirmem a segurança de utilização em caso de gravidez e aleitamento, este suplemento não deve ser utilizado nestas situações, salvo indicação médica. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças. Não recomendada a toma por crianças com idade inferior a 18 anos. Não recomendado no caso de úlcera gástrica ou duodenal, hipertiroidismo, doença cardiovascular como hipertensão e arritmia. Não recomendada a toma antes de dormir. Pode causar distúrbios no sono. Contém edulcorantes.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorrecções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

A L-Arginina é um dos aminoácidos naturais mais versáteis metabolicamente, uma vez que é o percursor da síntese de várias substâncias com papel crucial no organismo. Sendo convertida em óxido nítrico, que desempenha um papel relevante ao nível da neurotransmissão, neuroprotecção, aprendizagem e memóriavasodilatação, citotoxicidade e imunidade, para além de servir como precursor na síntese de glutamato – poliamina essencial na proliferação e diferenciação celular; da creatinina – essencial na contração muscular; e da ureia – no ciclo que permite a sua eliminação do organismo. Para além disso, este aminoácido estimula a produção de hormonas, como a hormona do crescimento, a insulina, entre outras substâncias. Quando consumida em doses superiores na dieta, apresenta múltiplos efeitos farmacológicos benéficos que incluem a redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de disfunção sexual, promove a inibição de hiperacidez gástrica e conduz a melhorias na resposta imunitária, sensibilidade à insulina, atividade muscular, cicatrização e na função do sistema nervoso central. A L-Arginina administrada de forma exógena causa rápida redução das tensões arteriais sistólica e diastólica em indivíduos saudáveis e hipertensos, atenuando também a reatividade plaquetar e melhorando a função endotelial na hipercolesterolémia e aterosclerose. Tem demonstrado, ainda, benefícios na redução dos triglicerídeos séricos, na cicatrização de feridas e na performance atlética, sendo utilizada como um agente ergogénico.

Bibliografia

1. Boger RH. The Pharmacodynamics of L -Arginine. J Nutr. 2007;137:1650-1655.
2. Shao A, Hathcock JN. Risk assessment for the amino acids taurine, l-glutamine and l-arginine. Regul Toxicol Pharmacol. 2008;50(3):376-399.
3. Gad MZ. Anti-aging effects of L-arginine. J Adv Res. 2010;1:169-177.
4. McRae MP. Therapeutic Benefits of L-Arginine: an umbrella review of meta-analyses. J Chiropr Med. 2016.
5. Viribay A, Burgos J, Fernández-Landa J, et al. Effects of arginine supplementation on athletic performance based on energy metabolism: A systematic review and meta-analysis. Nutrients. 2020.
6. Sepandi M, Abbaszadeh S, Gobady S, et al. Effect of L-Arginine supplementation on lipid profiles and inflammatory markers: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Pharmacol Res. 2019.
7. Schneider KL, Yahia N. Effectiveness of Arginine Supplementation on Wound Healing in Older Adults in Acute and Chronic Settings: a systematic review. Adv Ski Wound Care. 2019.

A L-carnitina é uma substância naturalmente sintetizada pelo organismo, cuja função primordial consiste em auxiliar o transporte de ácidos gordos de cadeia longa para a mitocôndria (central energética das células), onde decorre a β-oxidação da gordura e a produção de energia. Para além disso, é um co-fator importante para diversas enzimas implicadas em vias metabólicas que envolvem ácidos gordos, a regulação da coenzima A, a acetilação de proteínas e a captura de radicais livres. Encontra-se predominantemente distribuída no miocárdio, nos músculos esqueléticos, nas mitocôndrias do fígado e dos rins, onde é sintetizada a partir dos aminoácidos L-Metionina e L-Lisina, das vitaminas C, B6 e B1 e ferro. Além da síntese endógena, este composto pode ser também obtido através do consumo de carne e lacticínios.

Por mediar o transporte das cadeias de ácidos gordos para a matriz mitocondrial, a L-carnitina permite que as células decomponham e produzam energia através das reservas de gordura existentes. Uma maior participação da gordura na produção de energia poderá resultar na preservação de glicogénio muscular, e na respetiva redução da acumulação de ácido láctico no sangue e tecidos. Esta situação revela-se útil em praticantes de exercício físico, contribuindo para a melhoria do desempenho, resistência e recuperação muscular após esforços físicos intensos. 

Como suplemento alimentar, a L-carnitina tem sido amplamente utilizada por facilitar o metabolismo das gorduras, aumentar a resistência física, reduzir a fadiga, reduzir o peso e baixar os níveis de colesterol e triglicéridos.  Além disso, tem demonstrado também benefícios em condições neuromusculares, cardiovasculares, anemia, fadiga, e em doentes em hemodiálise e com HIV.⁠ É importante ressalvar que a forma fisiologicamente ativa em humanos é a L-carnitina, enquanto a D-carnitina, encontrada em alguns suplementos, é a forma inativa.

A L-Carnitina é também normalmente adicionada aos cosméticos lipolíticos por atuar como coadjuvante, pois, com o aumento da lipólise, pode ocorrer acumulação de ácidos gordos dentro dos adipócitos, o que, por sua vez, tende a inibir esta ação de degradação de lípidos. Assim, atua aumentando a transferência dos ácidos gordos para o interior das mitocôndrias, onde são oxidados pela adenosina trifosfato.

Bibliografia

1. Gvozdjáková A. Carnitine. In: Mitochondrial Medicine: Mitochondrial Metabolism, Diseases, Diagnosis and Therapy. ; 2008. doi:10.1007/978-1-4020-6714-3_20
2. Evans AM, Fornasini G. Pharmacokinetics of L-carnitine. Clin Pharmacokinet. 2003;42(11):941-967. doi:10.2165/00003088-200342110-00002
3. Pekala J, Patkowska-Sokola B, Bodkowski R, et al. L-Carnitine – Metabolic Functions and Meaning in Humans Life. Curr Drug Metab. 2011;12(7):667-678. doi:10.2174/138920011796504536
4. Steiber A, Kerner J, Hoppel CL. Carnitine: A nutritional, biosynthetic, and functional perspective. Mol Aspects Med. 2004;25:455-473. doi:10.1016/j.mam.2004.06.006
5. Mecanismo de Ação de Compostos Utilizados na Cosmética para o Tratamento da Gordura Localizada e da Celulite. Saúde e Pesqui. Published online 2013. doi:10.17765/1983-1870.2012v5n3p%p

A Taurina (ácido 2-aminoetanossulfónico) é um aminoácido intracelular presente em alta concentração na maioria das células, implicado em numerosas funções, como a regulação do volume celular, desenvolvimento e função da retina.

Além disso, fornece substrato para a conjugação de sais biliares (prevenção de colestase), apresenta efeitos antiarrítmicos/inotrópicos/ cronotrópicos, antioxidantes, endócrinos, metabólicos, anti-inflamatórios (imunidade) e desempenha um papel na modulação da concentração de cálcio livre intracelular (homeostasia).

Na presença de vitamina B6, pode ser sintetizada da Metionina e Cisteína. Embora seja um dos poucos aminoácidos não incorporados em proteínas, é um dos mais abundantes no cérebro, retina, tecido muscular e órgãos do corpo humano.

Tem funções de neuromodulação no sistema nervoso central, desde o desenvolvimento à citoproteção, também ao nível da nutrição, desenvolvimento e sobrevivên­cia, constituindo-se uma das substâncias mais essenciais ao organismo humano, possivelmente até, um neurotransmissor.

Aprovado como terapia na insuficiência cardíaca congestiva no Japão, é ainda eficaz no tratamento do doenças mitocondriais e acidose láctica, contribui para a produção de energia e osmorregulação e oferece também uma nova abordagem no tratamento de doenças metabólicas, como na diabetes e inflamatórias, como em artrite.

A deficiência de Taurina leva a várias doenças e anormalidades que foram amplamente documentados desde que a importância da Taurina foi identificada.

Em suma, as ações citoprotetoras da Taurina contribuem para a melhoria da saúde clínica e nutricional do ser humano por meio de diversos mecanismos, incluindo ação antioxidante, produção de energia, neuromodulação, homeostase do cálcio e osmorregulação. A combinação de um ou mais desses efeitos citoprotetores agem no sentido de reduzir o risco de patologia e os sintomas de uma série de doenças que vão desde o sistema nervoso central (AVC, neurodegeneração ou epilepsia), sistema cardiovascular, músculo esquelético e metabolismo defeituoso.

O tratamento com Taurina também diminui a gravidade das doenças inflamatórias e anormalidades do sistema circulatório, como insuficiência cardíaca, hipertensão, aterosclerose, lesão de isquemia-reperfusão, arritmia, diabetes e artrite.

Bibliografia

1. Lambert IH, Kristensen DM, Holm JB, Mortensen OH. Physiological role of taurine–from organism to organelle. Acta Physiol (Oxf). 2015;213:191-212. doi:10.1111/apha.12365
2. Marcinkiewicz J, Kontny E. Taurine and inflammatory diseases. Amino Acids. 2014;46(1):7-20. doi:10.1007/s00726-012-1361-4
3. Schuller-Levis GB, Park E. Taurine: New implications for an old amino acid. FEMS Microbiol Lett. 2003;226(2):195-202. doi:10.1016/S0378-1097(03)00611-6
4. Lourenço R, Camilo ME. Taurine: A conditionally essential amino acid in humans? An overview in health and disease. Nutr Hosp. 2002.
5. Ripps H, Shen W. Review: Taurine: A “very essential” amino acid. Mol Vis. 2012.
6. Wu JY, Prentice H. Role of taurine in the central nervous system. J Biomed Sci. 2010;17(1):1-6. doi:10.1186/1423-0127-17-S1-S1
7. Davies JA. Taurine. In: XPharm: The Comprehensive Pharmacology Reference. ; 2007. doi:10.1016/B978-008055232-3.62714-X
8. Schaffer S, Kim HW. Effects and mechanisms of taurine as a therapeutic agent. Biomol Ther. 2018;26(3):225-241. doi:10.4062/biomolther.2017.251
9. Sirdah MM. Protective and therapeutic effectiveness of taurine in diabetes mellitus: A rationale for antioxidant supplementation. Diabetes Metab Syndr Clin Res Rev. 2015. doi:10.1016/j.dsx.2014.05.001
10. Bouckenooghe T, Remacle C, Reusens B. Is taurine a functional nutrient? Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2006. doi:10.1097/01.mco.0000247469.26414.55

O uso do guaraná remonta há já vários séculos, documentado pela primeira vez durante uma expedição Jesuíta à Amazónia, onde era utilizado no tratamento da dor de cabeça, febre e cãibras. Desde então, este extrato tem sido muito utilizado no mercado de suplementos dietéticos pela sua ação estimulante, energizante e na perda de peso. O guaraná, cujo nome científico é Paullinia cupana, contém diversos constituintes com propriedades bioativas: as metilxantinas (cafeína, teobromina, teofilina) e os taninos (catequinas e epicatequinas, procianidinas), entre outros. As suas propriedades estimulantes estão relacionadas com o seu teor em xantinas, como a cafeína, que atuam sobre o sistema nervoso central e que lhe conferem ação anti-fadiga, tónica e energizante por aumento de glicose circulante. Esta ação proporciona uma melhoria do estado de alerta, ou seja, reduz o tempo de reação otimiza do processamento da informação. Para além dos compostos estimulantes, os taninos presentes parecem estar relacionados com a proteção dos efeitos amnésicos da escopolamina, protegendo a memória e melhorando a performance cognitiva.⁠

O uso de guaraná está também fortemente associado à perda de peso, devido ao seu efeito estimulante, às suas propriedades diuréticas e de inibição do apetite. No caso deste último, a redução da secreção de ácido gástrico e consequente aumento do tempo da taxa de esvaziamento gástrico, traduz-se numa maior saciedade e controlo sobre a ingestão alimentar. A sua atividade diurética relaciona-se com o seu teor em teobromina e teofilina, metabolitos com efeito reconhecido. Estas propriedades, a par do aumento da taxa metabólica em repouso (metabolismo basal) e do gasto energético induzidas pelas xantinas, auxiliam na manutenção da perda de peso a longo prazo.

A nível da pele, a evidência sugere que a matriz rica em catequinas e alcalóides modula diferentes estados inflamatórios e processos de envelhecimento, exibindo ainda efeitos diuréticos, detergentes, adstringentes e antioxidantes. O Guaraná, devido ao efeito redutor da celulite das metilxantinas, promove a lipólise, reduzindo desta forma o tamanho e volume de adipócitos, o que se traduz numa diminuição da tensão no tecido conjuntivo circundante e numa melhoria a aparência clínica de pregas.

Bibliografia

1. Hamerski L, Somner G V, Tamaio N. Paullinia cupana Kunth (Sapindaceae): a review of its ethnopharmacology, phytochemistry and pharmacology. J Med Plants Res. 2013;7(30):2221-2229.
2. Schimpl FC, Da Silva JF, Gonçalves JFDC, Mazzafera P. Guarana: Revisiting a highly caffeinated plant from the Amazon. J Ethnopharmacol. 2013;150(1):14-31. doi:10.1016/j.jep.2013.08.023
3. Schimpl FC, Kiyota E, Mayer JLS, Gonçalves JFDC, Da Silva JF, Mazzafera P. Molecular and biochemical characterization of caffeine synthase and purine alkaloid concentration in guarana fruit. Phytochemistry. 2014;105:25-36. doi:10.1016/j.phytochem.2014.04.018
4. Marques LLM, Ferreira EDF, Paula MN de, Klein T, Mello JCP de. Paullinia cupana: a multipurpose plant – a review. Brazilian J Pharmacogn. 2019;29:77-110. doi:10.1016/j.bjp.2018.08.007
5. Maldaner DR, Pellenz NL, Barbisan F, et al. Interaction between low-level laser therapy and Guarana (Paullinia cupana) extract induces antioxidant, anti-inflammatory, and anti-apoptotic effects and promotes proliferation in dermal fibroblasts. J Cosmet Dermatol. 2020;19(3):629-637. doi:10.1111/jocd.13055
6. Gabarra Almeida Leite M, Maia Campos PMBG. Correlations between sebaceous glands activity and porphyrins in the oily skin and hair and immediate effects of dermocosmetic formulations. J Cosmet Dermatol. Published online 2020:1-7. doi:10.1111/jocd.13370
7. Funasaki M, Barroso H dos S, Fernandes VLA, Menezes IS. Amazon Rainforest Cosmetics: Chemical Approach For Quality Control. Quim Nova. Published online 2016. doi:10.5935/0100-4042.20160008

A Vitamina C – ácido ascórbico, é uma vitamina essencial hidrossolúvel e um cofator essencial para a biossíntese de colagénio, intervém no metabolismo da carnitina, das catecolaminas e na absorção de Ferro, desempenhado um papel importante na saúde. O organismo humano é incapaz de a sintetizar e, por isso, deve ser subministrada de forma exógena através da alimentação, nomeadamente pelo consumo de frutas e vegetais, ou de suplementação.

Antioxidante de excelência, garante a proteção das biomoléculas existentes no nosso organismo contra os danos oxidativos causados por metabolitos pró-oxidantes, gerados pelo metabolismo celular ou pela exposição a toxinas e poluentes. Tendo a Vitamina C um elevado potencial anti-inflamatório e um carácter protetor contra a ocorrência de danos oxidativos, o seu aporte adequado desempenha um papel relevante na prevenção e na progressão de várias doenças crónicas e agudas, sobretudo em condições nas quais o stress oxidativo é elevado, como ocorre no caso das infeções. No entanto, muitos dos efeitos benéficos da ingestão de Vitamina C não estão ainda totalmente esclarecidos.

Possui atividade imunomoduladora, inibindo a ativação excessiva do sistema imunitário e prevenindo danos tecidulares, contribui para a atividade antihistamínica e estimula a atividade de células da imunidade inata e adquirida, nomeadamente através da diferenciação de células T, modulação da síntese de citocinas e da expressão de moléculas adesivas, conferindo uma maior resistência a infeções. Diversos estudos indicam que a Vitamina C poderá aliviar ou prevenir infeções causadas por bactérias, vírus e protozoários. A constipação comum, é o exemplo mais bem estudado, tendo ficado estabelecido que a suplementação com Vitamina C reduz efetivamente a duração da sintomatologia. Vários outros estudos também demonstram uma ação antimicrobiana proveniente da Vitamina C, podendo ser útil no tratamento de infeções urinárias. Atua através da inibição do crescimento de S. aureus, E. faecalis, H. pylori, Campylobacter, Mycobacterium, E. coli, K. pneumomoniae e Aspergillus, potencia a ação de alguns antibióticos e impede o desenvolvimento de biofilmes. Desta forma, a deficiência em Vitamina C pode comprometer a imunidade e levar a uma maior suscetibilidade às infeções.

A Vitamina C intervém no metabolismo produtor de energia, contribuindo para a redução da sensação de cansaço e de fadiga. Um estudo que relacionou o pool de Vitamina C com o desempenho físico e o stress oxidativo, concluiu que baixos níveis de Vitamina C estão associados a baixo desempenho físico, e que a suplementação com Vitamina C reduz o stress oxidativo e pode aumentar o desempenho físico, em estados de hipovitaminose.

A vitamina C é também um cofator essencial na biossíntese de colagénio, contribuindo para a vitalidade da pele e cabelo. Esta vitamina contribui para o crescimento de células papilares de cabelo humano, e como desempenha um papel essencial na absorção de ferro, pode ser especialmente relevante no tratamento da queda de cabelo associada à carência deste mineral. O seu caráter antioxidante é especialmente importante ao nível da pele, pois apesar da vitamina C não conseguir absorver a luz UV, desempenha uma ação fotoprotetora que favorece a neutralização dos radicais livres, cuja acumulação pode levar ao fotoenvelhecimento e à formação precoce de rugas. Desempenha ainda uma ação reequilibrante do ponto de vista hídrico, potenciando a suavidade e elasticidade da pele. Para além disto, o ácido ascórbico, ao interagir com os iões de cobre e inibir a ação das enzimas tirosinases – enzimas implicadas na formação de manchas na pele, diminuindo assim a formação deste pigmento cutâneo, ajudando a minimizar situações de hiperpigmentação.

A deficiência em Vitamina C afeta o normal metabolismo do corpo sendo um fator de risco para a saúde, especialmente nos casos mais severos, podendo resultar em escorbuto, situação potencialmente fatal. O escorbuto é caracterizado pelo enfraquecimento das estruturas de colagénio, resultando em má cicatrização de feridas e diminuição da imunidade, estando o organismo mais suscetível à ocorrência de infeções potencialmente fatais, como pneumonia. A deficiência severa e prolongada de Vitamina C também poderá ocasionar alterações oculares resultantes de hemorragias subconjuntivais e orbitais, uma vez que esta vitamina auxilia na manutenção da integridade dos vasos sanguíneos e tecidos conjuntivos, além de suprimir os radicais livres gerados pela elevada atividade metabólica. Portanto, a suplementação de vitamina C é essencial em caso de défice para a manutenção da saúde. As necessidades diárias de Vitamina C também estão aumentadas em pacientes com condições como gengivite, asma, glaucoma, distúrbios de colagénio, insolação, artrite, infeções (pneumonia, sinusite, febre reumática) e doenças crónicas, distúrbios vasculares e queimaduras graves, sendo necessário suplementar para além do VRN em casos de infeção, para compensar o aumento da resposta inflamatória. Alguns especialistas acreditam que as doses diárias recomendadas (80 mg) são baixas para suportar a função ótima da Vitamina C. A suplementação com esta vitamina é bem tolerada e segura, sem risco de toxicidade.

Bibliografia

1. Du L Da, Kong XY, Du GH. Vitamin C. Natural Small Molecule Drugs from Plants. 2018: 653-658.
2. Carr AC, Maggini S. Vitamin C and immune function. Nutrients. 2017; 9(1211):1-25.
3. Muhammad Abdullah; Radia T. Jamil; Fibi N. Attia. Vitamin C (Ascorbic Acid). https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499877/. Published 2019. Accessed February 28, 2020.
4. Grosso G, Bei R, Mistretta A, et al. Effects of vitamin C on health: A review of evidence. Front Biosci. 2013;18:1017-1029.
5. Schlueter AK, Johnston CS. Vitamin C: overview and update. Complement Health Pract Rev. 2011;16(1):49-57.
6. Chambial S, Dwivedi S, Shukla KK, et al. Vitamin C in disease prevention and cure: an overview. Indian J Clin Biochem. 2013;28(4):314-328.
7. Hemilä H, Chalker E. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2013.
8. Montorsi F, Gandaglia G, Salonia A, et al. Effectiveness of a combination of Cranberries, Lactobacillus rhamnosus, and Vitamin C for the management of recurrent urinary tract infections in women: results of a pilot study. Eur Urol. 2016.
9. Hussain A, Tabrez E, Peela JR, et al. Vitamin C: a preventative, therapeutic agent against Helicobacter pylori. Cureus. 2018.
10. Paschalis V, Theodorou AA, Kyparos A, et al. Low vitamin C values are linked with decreased physical performance and increased oxidative stress: reversal by vitamin C supplementation. Eur J Nutr. 2016; 55:45-53.
11. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. Nutrition for healthy skin: strategies for clinical and cosmetic practice. 2011.
12. Almohanna HM, Ahmed AA, Tsatalis JP, et al. The role of vitamins and minerals in hair loss: a review. Dermatol Ther (Heidelb). 2019; 9(1):51-70.
13. Telang PS. Vitamin C in dermatology. Indian Dermatol Online J. 2013; 4(2):143-146.
14. Al-Niami F, Yi Zhen Chiang N. Topical Vitamin C and the skin : mechanisms of action and clinical applications. J Clin Aesthethetic Dermatology. 2017; 10(7):14-17.
15. McCusker MM, Durrani K, Payette MJ, et al. An eye on nutrition: the role of vitamins, essential fatty acids, and antioxidants in age-related macular degeneration, dry eye syndrome, and cataract. Clin Dermatol. 2016; 34:276-285.
16. Whatham A, Bartlett H, Eperjesi F, et al. Vitamin and mineral deficiencies in the developed world and their effect on the eye and vision. Ophthalmic Physiol Opt. 2008.
17. Mousavi S, Bereswill S, Heimesaat MM. Immunomodulatory and antimicrobial effects of vitamin C. Eur J Microbiol Immunol. 2019.

O Magnésio é o segundo eletrólito mais prevalente, ao nível intracelular, no corpo humano, sendo que uma pessoa saudável (de aproximadamente 70 kg), apresenta cerca de 24g de Magnésio, distribuído pelos ossos, mús­culos, tecidos moles e fluídos corporais.

Este, tal como outros minerais, não é produzido pelo organismo, por isso deve ser fornecido através de alimentos ou suplementos alimentares. Também é utilizado em alguns medicamentos, nomeadamente antiácidos e laxantes. Ainda assim, a alimentação global atual, rica em alimentos processados, e a utilização de fertilizantes não favorece a ingestão deste mineral. Por este motivo, a sua deficiência é comum em países desenvolvidos, causando o aumento da pressão sanguínea, a redução da tolerância à glicose e excitação neural.

Quando suplementado, para atenuar esta deficiência, atua como sedativo, reduzindo a pressão sanguínea e melhorando a sensibilidade à insulina.

A deficiên­cia de Magnésio (hipomagnesémia), é comum em pacientes hospitalizados1, mas também pode ocorrer em pessoas com doenças gastrointestinais, diabetes mellitus tipo 2, alcoolismo crónico, em idosos ou pacien­tes medicados com diuréticos a longo prazo.

O défice neste mineral poderá resultar em diversos processos inflamatórios como hipertensão, diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica, para além do aparecimento de sintomas como cãibras musculares, irritabilidade e vasoespasmos.

Como interfere na regulação de outros minerais, a carência severa de Magnésio poderá levar, ainda, à ocorrência de níveis baixos de cálcio e potássio, por alteração da homestasia mineral.

A ingestão adequada de Magnésio é fundamental para manter a homeostasia do nosso organismo e um estado de saúde ótimo. Este mineral é cofator em aproximadamente 300 reações enzimáticas que regulam diversas reações bioquímicas e, portanto, é essencial para muitas funções fisiológicas do nosso organismo, como regulação da função muscular, pois é responsável pelo transporte ativo de cálcio e potássio, processo importante na contração muscular; regulação da função nervosa, controlo da gli­cémia, da pressão arterial, ritmo cardíaco e do tónus vascular; assegura o desenvolvimento estrutural ósseo, regula a produção de energia e a síntese de proteínas.

Para além de ter vários benefícios para a saúde ao nível físico, este mineral também desempenha um papel importante nas funções do sistema nervoso central e poderá atuar como neuroprotetor, por modular a regulação da permeabilidade da barreira hematoencefálica.

Estudos têm demonstrado uma relação entre uma variedade de sintomas psiquiátricos e neuromusculares como depressão, manifestações de reações de stress (ansiedade, disfunção autonómica e dificuldade de adaptação) com a deficiência de Magnésio. Tanto o stress físico como mental causam aumento da eliminação de Magnésio e sua insuficiência, por sua vez, aumenta a res­posta ao stress, agravando as sequelas. Assim sendo, o Magnésio apresenta-se como mineral essencial para a manutenção de uma boa saúde psicológica.

Como a sua absorção intestinal varia de acordo com a quantidade de Magnésio necessária para o corpo, isto é, o corpo absorverá apenas o necessário, não foram demonstrados até ao momento efeitos secundários da sua suplementação.

Em súmula, a ingestão e o aporte adequado de Magnésio contribui para a manutenção de ossos e dentes normais, para a síntese normal das proteínas, energia e o normal funcionamento muscular e neuronal. Este mineral contribui ainda para o equilíbrio dos eletrólitos, para o processo de divisão celular e para a redução do cansaço e da fadiga. Demonstrando-se essencial para otimizar o desempenho cognitivo e físico.

Bibliografia

1. Jahnen-Dechent W, Ketteler M. Magnesium basics. CKJ Clin Kidney J. 2012;5(1):i3-i14. doi:10.1093/ndtplus/sfr163
2. K. Patel. Magnesium. https://examine.com/supplements/magnesium/. Published 2019. Accessed February 24, 2020.
3. Barbagallo M, Dominguez L. Magnesium and Aging. Curr Pharm Des. 2010;16:832-839. doi:10.2174/138161210790883679
4. Gröber U. Magnesium and Drugs. Int J Mol Sci. 2019;20(2094):1-14. doi:10.3390/ijms20092094
5. Watson RR, Preedy VR, Zibadi S. Magnesium in Human Health and Disease.; 2013. doi:10.1007/978-1-62703-044-1
6. Outhoff K. Magnesium: effects on physical and mental performance. South African Pharm Assist. 2018;60(4):32-34.
7. Gröber U, Schmidt J, Kisters K. Magnesium in prevention and therapy. Nutrients. 2015:8199-8226. doi:10.3390/nu7095388
8. National Institutes of Health NIH. Magnesium – Health Professional Fact She. Fact Sheet Heal Prof. 2018.
9. Serefko A, Szopa A, Wlaź P, et al. Magnesium in depression. Pharmacol Reports. 2013;65:547-554. doi:10.1016/S1734-1140(13)71032-6
10. Tarasov EA, Blinov D V., Zimovina U V., Sandakova EA. Magnesium deficiency and stress: Issues of their relationship, diagnostic tests, and approaches to therapy. Ter Arkh. 2015;9:114-122. doi:10.17116/terarkh2015879114-122
11. Wang J, Um P, Dickerman BA, Liu J. Zinc, magnesium, selenium and depression: A review of the evidence, potential mechanisms and implications. Nutrients. 2018;10(584):1-19. doi:10.3390/nu10050584
12. Saris NEL, Mervaala E, Karppanen H, Khawaja JA, Lewenstam A. Magnesium: An update on physiological, clinical and analytical aspects. Clin Chim Acta. 2000;294:1-26. doi:10.1016/S0009-8981(99)00258-2

A Niacina refere-se a nicotinamida, ácido nicotínico e derivados que exibem atividade biológica da ni­cotinamida, e é essencial para a formação de coenzimas (NAD, NADP) com funções indispensáveis nas reações de oxidação-redução envolvidas no catabolismo de glicose, ácidos gordos, corpos cetónicos e aminoácidos.

Considerada a principal vitamina B na saúde humana, fontes importantes incluem carnes, fari­nhas, ovos e leite. Sendo que a Niacina contribui para o normal metabolismo produtor de energia, o seu papel no metabolismo contribui para a redução do cansaço e da fadiga, desempenhando ainda um papel importante para a manutenção de uma pele e mucosas normais.

A carência de Vitamina B3 resulta numa condição denominada de pelarga que engloba uma tríade de sintomatologia incluindo demência, diarreia e dermatite, podendo mesmo resultar em morte. Pode estar, ainda, associada ao aparecimento de episódios depressivos. Apesar desta condição ser pouco comum nos dias de hoje, determinadas populações de risco podem sofrer de carência nesta vitamina, o que se pode dever a condições genéticas, alcoolismo, mal absorção intestinal, interação com determinados medicamentos ou baixo consumo de fontes alimentares que a contenham.

É ainda necessária para a respiração celular e libertação de energia, circulação adequa­da, manutenção de uma pele saudável, funcionamento do sistema nervoso e função psicológica e normal secreção de bílis e fluidos estomacais. Utilizada também no tratamento de pelagra, esquizofrenia e outros distúrbios mentais, como intensificador de memória e melhoria do perfil lipídico, no tratamento de doenças cardiovascu­lares.

Bibliografia:

1. Conze DB, Crespo-Barreto J, Kruger CL. Safety assessment of nicotinamide riboside, a form of Vitamin B3. Hum Exp Toxicol. 2016:1-12. doi:10.1177/0960327115626254
2. Bhalla TC, Savitri. Vitamin B3, Niacin. In: Industrial Biotechnology of Vitamins, Biopigments, and Antioxidants. ; 2016. doi:10.1002/9783527681754.ch3
3. Badawy AAB. Pellagra and alcoholism: A biochemical perspective. Alcohol Alcohol. 2014. doi:10.1093/alcalc/agu010

O Ácido Pantoténico (vitamina B5) é uma vitamina do complexo B, precursor da coenzima A, cujo nome é derivado da palavra grega pantothen que significa “de todo o lado”.

É um nutriente essencial necessário na síntese de acetilcolina e melatoni­na, ácidos gordos e produção de energia, além de ser essencial à normal função epitelial que integra a constituição da pele e cabelo.

Deve ser obtido através da ingestão de alimentos como abacate, iogurte, cogumelos, ovos, carne, cereais integrais, legumes e vegetais.

Fatores como stress, gravidez e elevado consumo de alimentos processados podem levar a carência deste nutriente essencial. Apesar de rara, a sua carência pode levar a sintomas não específicos e semelhantes aos da carência de outras vitaminas do complexo B, como fadiga, irritabilidade, apatia, mal-estar geral, náuseas e cólicas abdominais, podendo ainda causar dermatites.

Esta vitamina é utilizada há largos anos na proteção e regeneração da pele e foi comprovado que regula a função de barreira epidérmica através do controlo da proliferação e diferenciação de queratinócitos.

Para além disto, tem uma ação hidratante, permitindo repor e manter os níveis ótimos de hidratação, diminuir a vermelhidão e atuar como um lubrificante na superfície cutânea e como regenerador, o que confere uma aparência suave à pele. Também melhora a força e flexibilidade do cabelo e unhas.

O Ácido Pantoténico contribui na síntese e metabolismo das hormo­nas esteroides, da vitamina D e de neurotransmissores, contribuindo para o bom desempenho mental, para além de contribuir para o normal metabolismo de energia e, consequentemente, para a redução do cansaço e da fadiga. Parece ter, ainda, capacidade de melhorar episódios de ansiedade, stress e depressão.

Bibliografia

1. Camargo FB, Gaspar LR, Campos PMBGM. Skin moisturizing effects of panthenol-based formulations. J Cosmet Sci. 2011.
2. Chawla J, Kvarnberg D. Hydrosoluble vitamins. In: Handbook of Clinical Neurology. ; 2014. doi:10.1016/B978-0-7020-4087-0.00059-0
3. Kobayashi D, Kusama M, Onda M, Nakahata N. The effect of pantothenic acid deficiency on keratinocyte proliferation and the synthesis of keratinocyte growth factor and collagen in fibroblasts. J Pharmacol Sci. 2011. doi:10.1254/jphs.10224SC
4. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. In: Nutrition for Healthy Skin: Strategies for Clinical and Cosmetic Practice. ; 2011. doi:10.1007/978-3-642-12264-4_14

A Riboflavina é um nutriente essencial, atuando como coenzima em diversas funções, nomeadamente no metabolismo produtor de energia, para além da sua capacidade de prote­ção antioxidante.

Pode ser encontrada em ovos, lacticínios, carne magra e vegetais verdes.

A sua carência é mais prevalente em países subdesenvolvidos, contudo, atletas, pessoas com cancro, doença cardíaca congénita, hipotiroidismo, gravidez/amamentação, idade avançada, alimentação vegetaria­na, doença hepática ou renal, infeções prolongadas, medicação com determinados antidepressivos (tricíclicos) e antibióticos (tetracíclicos) ou consumo excessivo de álcool, têm maior risco de carência. O défice em Vitamina B2 tem implicações na eficácia de outras vitaminas, pois as flavoenzimas estão diretamente ligadas ao seu metabolismo, nomeadamente da vitamina B12, B9, B3, B6, K e D, afetando ainda a absorção de Ferro, o metabolismo do triptofano, disfunção mitocondrial, do trato gastroin­testinal e cerebral.

Consequências incluem: dor de garganta, hiperemia, edema oral e das membranas mucosas, queda de cabelo, cataratas, enxaqueca, anemia, dermatite seborreica e comprometimento da função nervosa.

A vitamina B2 atua como antioxidante contra o stress oxidativo, especialmente contra a peroxidação lipídica e lesão oxidativa de reperfusão, podendo atuar no ciclo da glutationa ou outros mecanismos de reforço do efeito de outros antioxidantes, como a vitamina C.

Existe, ainda, interesse no papel que a Riboflavina desempenha na determinação das concentrações de homocisteí­na, fator de risco de comprometimento cognitivo, complicações de gravidez e doença cardiovascular, sugerindo os estudos que esta poderá inibir a progressão de AVC e proteger o tecido cerebral de lesões isquémicas.

Quando necessária, a sua suplementação com 5 a 10 vezes a dose diária recomendada é apropriada, não devendo, no entanto, ser prolongada por potencial fotorreativo.

O aporte adequado de Riboflavina contribui para a manutenção de visão, pele, mucosas e glóbulos vermelhos normais, bem como para o bom funcionamento do sistema nervoso e redução do cansaço e da fadiga.

Bibliografia:

1. Ashoori M, Saedisomeolia A. Riboflavin (vitamin B2) and oxidative stress: A review. Br J Nutr. 2014;111:1985-1991. doi:10.1017/S0007114514000178
2. Powers HJ. Riboflavin (vitamin B-2) and health. Am J Clin Nutr. 2003;77:1352-1360. doi:10.1093/ajcn/77.6.1352
3. Thakur K, Tomar SK, Singh AK, Mandal S, Arora S. Riboflavin and health: A review of recent human research. Crit Rev Food Sci Nutr. 2017;57(17):3650-3660. doi:10.1080/10408398.2016.1145104
4. Bosch AM. Riboflavin. In: Principles of Nutrigenetics and Nutrigenomics: Fundamentals of Individualized Nutrition. ; 2019. doi:10.1016/B978-0-12-804572-5.00037-9

A Vitamina B6 (Piridoxina) é há muito considerada um cofator enzimático de relevo na síntese de neurotransmis­sores (triptofano), mantendo em bom estado a função cerebral. Para além de ser essencial na formação de serotonina e norepinefrina, de gran­de influência no humor, e para a formação de melatonina, que ajuda na regulação do ciclo do sono.

Mais recentemente, é considerada também um poderoso antioxidante de elevada importância para o bem-estar das células, protegendo-as contra o stress oxidativo.

Esta vitamina contribui para a regulação da atividade hormonal e forma­ção normal de glóbulos vermelhos, para a síntese da cisteína e da homocisteína e para o adequado funcionamento do sistema imunitário, nervoso e função cognitiva.

Para além de ser importante no desenvolvimento e manutenção da pele, estando também presente em vários produtos para o cabelo e unhas, tendo demonstrado melhorias na aparência dos mesmos.

Esta vitamina intervém no normal metabolismo de proteínas, glicogénio e na produção de energia, contribuindo para a redução do cansaço e da fadiga.

Pode ser obtida da carne, lacticínios, feijões, frutos secos, batatas e variadas frutas e legumes. Por isso, a sua carência é rara em países desenvolvidos, contudo poderá ocorrer em utilizadoras de contracetivos orais e outros fármacos, fumadores, alcoólicos, celíacos ou dia­béticos.

Baixos níveis de Vitamina B6 estão associados a aumento do risco de doença cardiovascular e cancro, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Estudos publicados demonstram que a inflamação e doenças inflamatórias estão associadas a reduções dos níveis plasmáticos desta vitamina até 50% e que a suplementação melhora parâmetros imunológico.

O aporte adequado de Vitamina B6 contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso e função psicológica, para o sistema imunitário, para a regulação da atividade hormonal e síntese normal da cisteína e da homocisteína. Para além disso, tendo um papel relevante no metabolismo produtor de energia e para a formação de glóbulos vermelhos. A Vitamina B6 contribui para a redução do cansaço e da fadiga e para a manutenção do cabelo, pele e unhas normais.

Bibliografia:

1. Mooney S, Leuendorf JE, Hendrickson C, Hellmann H. Vitamin B6: A long known compound of surprising complexity. Molecules. 2009;14:329-351. doi:10.3390/molecules14010329
2. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. In: Nutrition for Healthy Skin: Strategies for Clinical and Cosmetic Practice. ; 2011. doi:10.1007/978-3-642-12264-4_14
3. Coburn SP, Slominski A, Mahuren JD, Wortsman J, Hessle L, Millan JL. Cutaneous metabolism of vitamin B-6. J Invest Dermatol. 2003. doi:10.1046/j.1523-1747.2003.12034.x
4. Ueland PM, McCann A, Midttun Ø, Ulvik A. Inflammation, vitamin B6 and related pathways. Mol Aspects Med. 2017;53:10-27. doi:10.1016/j.mam.2016.08.001

A Vitamina B1 ou Tiamina é uma vitamina hidrossolúvel e a sua forma biologicamente ativa, tiamina pirofosfato, é cofator no metabolismo de macronutrientes. Nomeadamente na glicólise e descarboxilação oxidativa dos hidratos de carbono para a normal produção de energia.

Para além disso, esta vitamina, é importante para o adequado funcio­namento do sistema nervoso, função cognitiva e cardiovascular. Desempenha importantes funções na função e estrutura dos nervos, intervindo na síntese de mielina e em vários tipos de neurotransmissores, como a acetilcolina e o GABA, atuando como coenzima do sistema nervoso e no metabolismo cerebral – doenças neurodegenerativas, diabetes, dis­túrbios alimentares e cancro.

Considera-se que a função mais importante da Vitamina B1 é a sua ampla contribuição para o me­tabolismo energético, como cofator essencial à conversão de hidratos de carbono em glicose, ajudando a fornecer energia às células nervosas, que são as células que mais energia consomem.

Sintomas frequentes da deficiência em B1 incluem beribéri – uma síndrome que compromete o sistema nervoso periférico, a desnutrição, a insuficiência cardíaca, a acidose láctica, a neuropatia periférica, a ata­xia e alterações oculares, progredindo para distúrbios e perda de memória e/ou psicose.

Sinais desta síndrome também se revelam ao nível do cabelo, que se torna mais fino e também alterações un­gueais, que melhoram substancialmente com a suplementação desta vitamina, pelo que está presente em diver­sos produtos para cabelo e unhas.

Esta vitamina é encontrada naturalmente em alimen­tos como a carne de porco e vaca, espinafres, pão e cereais integrais ou frutos secos7, sendo que um adulto consegue armazenar cerca de 30 g no tecido muscular, fígado e rins.

Também pode ser produzida pela microflora do intestino delgado, órgão responsável pela sua absorção. Daí que algumas situações que afetam o trato gastrointestinal possam acarretar risco de deficiência em B1, tal como alcoolismo, VIH ou cirurgia bariátrica.

Para além disto, outras situações de risco para a sua deficiência incluem desnutrição que poderá ser devida a reduzida ingestão, perda au­mentada ou comprometimento da sua absorção, que poderão existir em cenários clínicos como insuficiência cardíaca, renal ou inanição.

A deficiência de Tiamina também pode ocorrer em pessoas com obesidade, pela má qualidade da ali­mentação, consumo excessivo de alimentos açucarados e/ou consumo inadequado de cereais integrais e legumes. Daí que um reforço dos níveis de Tiamina possa ser útil no tratamento de pessoas com excesso de peso.

Em súmula, o aporte adequado de Tiamina contribui para o normal metabolismo produtor de energia, para o funcionamento do sistema nervoso, função cognitiva e memória. Tem a capacidade de fortalecer o sistema imunológico e me­lhorar a capacidade do corpo para resistir a condições de stress.

Bibliografia:

1. Frank LL. Thiamin in Clinical Practice. J Parenter Enter Nutr. 2015. doi:10.1177/0148607114565245
2. Carpenter KJ. The discovery of thiamin. Ann Nutr Metab. 2012. doi:10.1159/000343109
3. Lonsdale D. Thiamin. In: Advances in Food and Nutrition Research. ; 2018. doi:10.1016/bs.afnr.2017.11.001
4. Manzetti S, Zhang J, Van Der Spoel D. Thiamin function, metabolism, uptake, and transport. Biochemistry. 2014. doi:10.1021/bi401618y
5. Collie JTB, Greaves RF, Jones OAH, Lam Q, Eastwood GM, Bellomo R. Vitamin B1 in critically ill patients: Needs and challenges. Clin Chem Lab Med. 2017. doi:10.1515/cclm-2017-0054
6. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. In: Nutrition for Healthy Skin: Strategies for Clinical and Cosmetic Practice. ; 2011. doi:10.1007/978-3-642-12264-4_14
7. Chawla J, Kvarnberg D. Hydrosoluble vitamins. In: Handbook of Clinical Neurology. ; 2014:896-914. doi:10.1016/B978-0-7020-4087-0.00059-0
8. Frank LL. Thiamin in Clinical Practice. J Parenter Enter Nutr. 2015. doi:10.1177/0148607114565245
9. Kerns JC, Arundel C, Chawla LS. Thiamin De fi ciency in People with Obesity. Adv Nutr. 2015;6:147-153. doi:10.3945/an.114.007526.

Avaliações

Ainda não existem avaliações.

Seja o primeiro a avaliar “Cerebrovital Shot”
Carrinho de Compras
Nós sabemos! É uma chatice. Infelizmente este produto não está disponível mas se colocar o seu endereço de email abaixo e carregar no botão nós avisamos quando existir stock!
Cerebrovital Shot
35,00 
Scroll to Top