Flexiart

46,00 

Suplemento alimentar com: Açafrão da Índia, Aipo, Bétula, Cavalinha, Cobre, Fumária, Harpago, Levedura De Cerveja, Manganês, Salgueiro Branco e Ulmária.

⚠️Atenção: Contém edulcorantes.

Apresentação: caixa com 30 ampolas de 10 ml

IngredientesToma Diária: 1 ampola
Tomas por embalagem: 30
%VRN
Apium graveolens, Aipo35,0 mg**
Harpagophytum procumbens, Garra do Diabo35,0 mg**
Spiraea ulmaria, Ulmária35,0 mg**
Extrato Fluido de Betula alba, Bétula35,0 mg**
Extrato Fluido de Equisetum arvense, Cavalinha35,0 mg**
Extrato Fluido de Curcuma longa, Açafrão-da-Índia35,0 mg**
Extrato Fluido de Salix alba, Salgueiro Branco35,0 mg**
Extrato Fluido de Saccharomyces cerevisiae, Levedura de Cerveja10,0 mg**
Magnésio1,1 mg0,29%
Cobre1100 µg110%
Manganês0,90 mg45%
Fósforo0,30 mg0,04%
Fluoreto0,18 mg5,14%
Iodo60 µg40%
Zinco0,05 mg0,50%
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Tomar 1 ampola por dia, diluída em 200 ml de água.

Água Purificada; Estabilizador: Glicerina; Apium graveolens, Aipo (Fruto); Harpagophytum procumbens, Garra do diabo (Raiz); Spiraea ulmaria, Ulmária (Planta); Extrato Fluido de Betula alba, Bétula (Folha); Extrato Fluido de Equisetum arvense, Cavalinha (Partes aéreas); Extrato Fluido de Curcuma longa, Açafrão-da-Índia (Rizoma); Extrato Fluido de Salix alba, Salgueiro Branco (Casca); Corante: Caramelo Sulfítico de Amónia; Conservantes: Sorbato de Potássio, Benzoato de Sódio; Extrato Fluido de Saccharomyces cerevisiae, Levedura de Cerveja; Regulador de Acidez: Ácido Cítrico; Cloreto de Magnésio; Gluconato de Manganês; Sulfato Cúprico; Sais de Sódio do Ácido Ortofosfórico; Edulcorante: Glicosídeos de Esteviol; Fluoreto de Sódio; Sulfato de Zinco; Iodeto de Potássio.

✔ O magnésio contribui para a redução do cansaço e da fadiga.
✔ O magnésio contribui para o equilíbrio dos eletrólitos.
✔ O magnésio, o manganês, o iodo, o fósforo e o cobre contribuem para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ O magnésio contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso.
✔ O magnésio contribui para o normal funcionamento muscular.
✔ O magnésio contribui para a síntese normal das proteínas.
✔ O magnésio, o fósforo, o zinco e o manganês contribuem para a manutenção de ossos normais.
✔ O magnésio contribui para a manutenção de dentes normais.
✔ O magnésio contribui para o processo de divisão celular.
✔ O cobre contribui para a manutenção dos tecidos conjuntivos normais.
✔ O cobre, o zinco e o manganês contribuem para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis.
✔ O manganês contribui para a normal formação de tecidos conjuntivos.

Não exceder a toma diária recomendada. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Não utilizar em caso de gravidez e aleitamento ou em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Não recomendado em caso de alergia a salicilatos. Consulte o seu médico ou farmacêutico em caso de toma de anticoagulantes e anti-agregantes plaquetários. Não utilizar em caso de úlceras gastro-intestinais e em problemas biliares (obstrução e pedra biliar). Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorreções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

O Aipo pertence à família das cenouras e, esta a planta selvagem, era já utilizada para fins medicinais, centenas de anos antes da sua utilização alimentar. Valorizado pelo seu conteúdo vitamínico e mineral, constituindo uma excelente fonte de fibras dietéticas, minerais como molibdénio, manganês, cálcio, magnésio, fósforo e ferro e vitaminas, nomeadamente, A, B1, B2, B6, B9 e C. Contém compostos anti-inflamatórios, com utilidade na gota e outros problemas artríticos, bem como efeito diurético que ajuda na eliminação de uratos e outros, reduzindo a acidez global no organismo. Devido a compostos como ácido cafeico, cumarínico e ferúlico, apigenina, luteolina, taninos, saponinas e campferol, apresenta características antioxidantes poderosas e com potencial utilidade no tratamento de doenças cardiovasculares, hepáticas, urinárias e reumáticas. Utilizada também na pré-diabetes, por ter sido identificado e proposto um potencial efeito na redução da glicémia e da pressão arterial.

Bibliografia

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3. WebMD: Celery [Internet]. Available from: https://www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-882/celery

Popularmente apelidada de garra-do-diabo, o harpagófito trata-se de um extrato obtido da raiz de Harpagophytum procumbens, membro da família do sésamo encontrada no sul de África. As principais substâncias ativas da planta são os glicosídeos iridóides (entre eles, harpagosidos), que compreendem aproximadamente 3% do material vegetal total. Estas substâncias conferem-lhe um elevado potencial no tratamento de condições artríticas crónicas e dolorosas.

O harpagosido tem demonstrado diminuir a expressão da ciclooxigenase (COX-2), bloquear a produção de mediadores inflamatórios como a prostaglandina E2 e dimininuir a indução do óxido nítrico sintase (iNOS), efeitos estes que lhe conferem uma potente ação anti-inflamatória. Como tal, tem sido utilizado em condições reumáticas degenerativas, incluindo osteoartrite e artrite reumatóide, e em situações de gota e dor de costas.⁠ Além disso, tem também propriedades condroprotetoras, atribuídas ao seu efeito no aumento da metaloproteinase-2 matricial.

Bibliografia

1. Brien S, Lewith GT, McGregor G. Devil’s Claw (Harpagophytum procumbens) as a treatment for osteoarthritis: A review of efficacy and safety. J Altern Complement Med. Published online 2006. doi:10.1089/acm.2006.12.981
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A ulmária, também conhecida por erva-ulmeira, rainha-dos-prados ou erva-das-abelhas, é uma planta medicinal utilizada para resfriado, febre, doenças reumáticas, doenças dos rins e bexiga, cãibras, gota e alívio de enxaquecas.

A ulmária é uma planta da família das rosáceas com altura entre os 50 e os 200 cm, com flores amarelas ou esbranquiçadas e o seu nome científico é Filipendula ulmária.

A presença de salicilato de metilo confere à planta propriedades antipiréticas, anti-inflamatórias, anti-reumática e anti-agregante plaquetária, os flavonoides e hetrósidos aumentam a atividade anti-inflamatória e diaforética. Os taninos que esta variedade botânica integra têm uma ação adtringente.

Em fitoterapia, a planta funciona melhor como um todo do que os seus componentes isolados. A presença de taninos e de mucilagem ajuda a combater os efeitos adversos dos salicilatos isolados que podem causar irritações gástricas. Daí ser muito aconselhada para problemas de hiper-acidez do estômago.

É também recomendada para outros problemas tais como:

• aparelho digestivo como flatulência;
• problemas de fígado;
• úlceras gástricas;
• mau hálito;
• refluxo gástrico;
• ainda cistite.
• febres e gripes;
• pedra na bexiga;
• celulite;
• reumatismo;
• arterite;
• dores menstruais;
• dores de cabeça;
• edema;
• diurese e ureia.

Bibliografia:

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5. Kruglova Y.V., Khanina M.A. The study of essential oils from the aerial parts of Filipendula ulmaria (L.) Maxim. Med. Educ. Sib. 2011;5:7.

A bétula, também conhecida como vidoeiro, é uma árvore caduca amplamente utilizada na fitoterapia pelas suas propriedades medicinais. Provavelmente, já se cruzou ou até tem uma muito perto de si, pois a bétula encontra-se geograficamente distribuída por quase toda a Europa, centro e norte da Ásia, sendo que em Portugal, é comummente encontrada nas terras altas do centro e norte.

Como planta medicinal, é tradicionalmente conhecida como depurativo, diurético, anti-reumático e anti-inflamatório renal.

As partes da árvore utilizadas para fins terapêuticos são a seiva, casca e folhas (secas). Pode ser usada na forma de infusão, sumo, cápsula ou óleo essencial, sendo encontrada facilmente encontrada na forma de suplemento simples ou composto. Estas estruturas, e sobretudo as folhas secas, são ricas em princípios activos com importante impacto na saúde humana, a saber: flavonóides (hiperósido e derivados da quercetina), taninos, óleo essenciais e leucoantocianidinas, ácido ascórbico, ácidos fenólicos, saponinas e minerais.

Esta composição faz da bétula uma importante planta medicinal, com propriedades depurativas e purificadoras (eliminação de toxinas do organismo), diuréticas (eliminação de líquidos, mas sem irritação rins), protectoras das vias urinárias (rins e bexiga), anti-inflamatórias, antioxidantes, antissépticas (prevenção de infecções urinarias) e, ainda, com acção estimulante da digestão e tónica.

A bétula ou vidoeiro está, deste modo, recomendada para a prevenção ou auxílio no tratamento de doenças e sintomas como:

• Emagrecimento e celulite, pois promove a eliminação de toxinas e é ligeiramente inibidor do apetite;
• Infecções do trato urinário (pielonefrites, uretrites, cistites…);
• Gota (ácido úrico sanguíneo elevado);
• Ureia elevada;
• Retenção de liquidos (edema) e sensação de pernas inchadas (venotónico);
• Prevenção de litíase renal (cálculos nos rins);
• Doenças reumáticas (especialmente para uso externo);
• Inflamação hepática;
• Artrite reumatoide e flebites.

Bibliografia:

1. Németh K, Plumb GW, Berrin JG, et al. Deglycosylation by small intestinal epithelial cell beta‐glucosidases is a critical step in the absorption and metabolism of dietary flavonoid glycosides in humans. Eur J Nutr. 2003;42(1):29‐42.
2. Rastogi S, Pandey MM, Rawat KSA, Medicinal plants of the genus Betula–traditional uses and a phytochemical‐pharmacological review. J Ethnopharmacol. 2015;159:62‐83.
3. 4. Al-Snafi A.E. The medical importance of Betula alba- an overview. J. Pharm. Biol. 2015;5:99–103.
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A Cavalinha, Equisetum arvense, é uma planta bem conhecida e disseminada no hemisfério norte, com uma longa tradição no tratamento dos distúrbios in­flamatórios, respiratórios, renais e urinários, como hemostático em hemorragias nasais, pulmonares, gástricas e mens­truais, no tratamento e prevenção de unhas frágeis e queda de cabelo, doen­ças reumáticas, gota, edema, cicatrização, fraturas e frieiras. A Cavalinha contém flavonoides, alcaloides, minerais, saponinas e fitosteróis como principais compostos bioativos.

Também tem sido adicionada a preparações cosméticas, por ser rica em silício, um mineral que desempenha um papel estratégico na regulação da estrutura e elasticidade dérmica, contribuindo para a forma, resistência e flexibilidade de todos os tecidos conjuntivos – além de outros sais minerais (Ca, Mg, Se, Fe, K, Zn, etc.), vitaminas (C, E, K, Bs), saponósidos e flavonoides que contêm benefícios adicionais na pele, contribuindo para a eficácia geral do cosmético.

A literatura tem descrito diferentes efeitos biológicos da Cavalinha desde a sua ação antioxidante, anti-inflama­tória, diurética, antidiabética, antimicrobiana, anticonvulcionante, relaxante muscular, sedativo, ansiolítico, analgésico, antiagregante plaquetar, neuro e cardioprotetora ou propriedades antiprolifera­tivas e anticancerígenas. Os investigadores têm interligado o teor em sílica da Cavalinha às suas propriedades antibacterianas, antisépticas e adstringentes. Aquando de um processo de emagrecimento, torna-se bastante relevante esta ação anti-inflamatória e diurética, potenciando a redução do edema e volume, através da eliminação da retenção de líquidos intersticiais em excesso.

Bibliografia

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7. Al-Snafi PDAE. The pharmacology of Equisetum arvense- A review. IOSR J Pharm. 2017;7(2):31-42. doi:10.9790/3013-0702013142
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A Curcuma longa, também conhecida como Açafrão-das-Índias, é membro da família do gengibre, nativa do sudoeste da Índia. O seu rizoma é fonte de uma especiaria e pigmento amarelo vivo, resultante da presença de curcuminoides, entre eles a curcumina1,2. Esta substância apresenta importantes propriedades farmacológicas como a atividade antioxidante, antineoplásica, antimicrobiana, anti-inflamatória, antidiabética, anticoagulante, imunoestimulante, cardio, neuro e hepatoprotetor. O Açafrão-das-Índias figura na medicina tradicional como estimulante, estomáquico, utilizado para distúrbios hepáticos, biliares, artríticos e musculares, reumáticos e metabólicos. Assim como em casos de icterícia, anorexia, tosse, feridas diabéticas e sinusite. Tem ainda atividade terapêutica promissora contra o cancro, infeções, níveis de colesterol elevados e diabetes mellitus. Para além disto, possui ação antidiarreica, diurética, antiescorbútica, antiespasmódica, anticonvulsiva e sedativa.

O Açafrão é comummente usado como condimento na culinária e Indústra Alimentar, e o seu pigmento é também bastante usado na Indústria Têxtil, para conferir coloração aos tecidos. Mas é na área da cosmética que este composto tem despertado um interesse mais recente, uma vez que a composição fitoquímica da curcumina – com considerável teor de compostos polifenólicos, a torna estruturalmente semelhante a filtros UV orgânicos, exercendo atividade fotoprotetora (FPS elevado) estável e não mutagénica.

Bibliografia

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12. Rasheed A, Shama SN, Mohanalakshmi S, et al. Formulation, characterization and in vitro evaluation of herbal sunscreen lotion. Orient Pharm Exp Med. 2012.

O extrato da casca de Salix alba, comumente conhecido como Salgueiro Branco (família Salicaceae), tem sido usado há milhares de anos, inicialmente na região do Mediterrânico, como anti-inflamatório, antipirético e analgésico, para condições associadas à dor, inflamação (aguda ou crónica) e febre. O primeiro relatório médico sobre os efeitos antipiréticos do extrato da casca de Salgueiro Branco remontam ao século XVIII. Historicamente também tem sido usada no tratamento de infeções e doenças de pele.

O seu efeito analgésico pode traduzir-se em efeitos positivos em situações como dores articulares ou nos joelhos, lombalgia aguda (boa evidência científica), cefaleia, dores menstruais, tendinite e sintomas gripais como febre e dor generalizada, não apresentando efeitos adversos em estudos prévios. Para além disto, os seus efeitos anti-inflamatórios poderão ser vantajosos no tratamento de osteoartrite e artrite reumatoide.

As suas propriedades e efeitos terapêuticos têm sido associados à sua composição, sendo o seu principal componente a salicina, um análogo percursor do ácido acetilsalicílico (após metabolização no fígado), conhecido por ser um potente medicamento anti-inflamatório. Para além disto, também contém antioxidantes protetores como polifenóis e flavonoides. Os seus flavonoides e taninos também poderão ser associados aos seus efeitos analgésicos e anti-inflamatórios.

Apesar de não existir evidência científica direta da sua utilização em programas de perda de peso ou em produtos destinados a desportistas, alguns estudos envolvendo produtos combinados com extrato de Salix alba, têm demonstrado efeitos positivos.

Bibliografia

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2. Vlachojannis J. E., Cameron M., Chrubasik S. A Systematic Review on the Effectiveness of Willow Bark for Musculoskeletal Pain. Phytotherapy Research.2009; 23: 897-900
3. Edson Luis Maistro, Peterson Menezes Terrazzas, Fábio Ferreira Perazzo, Isabel O’Neill De Mascarenhas Gaivão, Alexandra Christinie Helena Frankland Sawaya & Paulo Cesar Pires Rosa (2020): Salix alba (white willow) medicinal plant presents genotoxic effects in human cultured leukocytes, Journal of Toxicology and Environmental Health, Part A, DOI: 10.1080/15287394.2019.1711476
4. Gagnier, J. J., van Tulder, M. W., Berman, B., & Bombardier, C. (2007). Herbal Medicine for Low Back Pain. Spine, 32(1), 82–92. doi:10.1097/01.brs.0000249525.70011.fe

A levedura Saccharomyces cerevisiae é um fungo unicelular associada à fermentação de cerveja, vinho e produtos de panificação. Como microorganismo vivo com benefícios de saúde quando administrado, apresenta efeito probiótico. A única levedura utilizada como um produto farmacologicamente ativo na prevenção e tratamento de doenças intestinais é a S. cerevisiae var. Boulardi, mas é muito provável que outras variantes desta espécie tenham também efeitos probióticos.

Além de reduzir a inflamação durante as infeções bacterianas ao interferir com as vias de sinalização das células do hospedeiro, a S. cerevisiae var. Boulardii também estimula a expressão de recetores do peroxisoma (PPAR-γ) em colonócitos humanos e reduz a resposta das células do cólon às citocinas pro-inflamatórias. Há vários estudos que indicam ainda que existe uma estimulação da imunidade do hospedeiro, tanto inata como adquirida, por parte desta levedura, o que lhe confere um efeito imunomodulador.⁠

O seu uso em ensaios clínicos tem demonstrado resultados promissores em doenças causadoras de diarreia, sendo eficaz em doentes imunocomprometidos e com doenças intestinais, como doença de Chron, assim como na diarreia associada à toma de antibióticos. Produz ainda pigmentos e outros metabolitos secundários bioativos que exibem propriedades neuroprotetoras, antidiabéticas, antimaláricas e antitumorais. Pode também ser utilizada como fonte dietética de folato, pois produz elevados níveis desta vitamina B.

Bibliografia

1. Farid F, Sideeq O, Khan F, Niaz K. Saccharomyces cerevisiae. In: Nonvitamin and Nonmineral Nutritional Supplements. ; 2018. doi:10.1016/B978-0-12-812491-8.00066-7
2. Moslehi-Jenabian S, Pedersen LL, Jespersen L. Beneficial effects of probiotic and food borne yeasts on human health. Nutrients. 2010;2(4):449-473. doi:10.3390/nu2040449

O Magnésio é o segundo eletrólito mais prevalente, ao nível intracelular, no corpo humano, sendo que uma pessoa saudável (de aproximadamente 70 kg), apresenta cerca de 24g de Magnésio, distribuído pelos ossos, mús­culos, tecidos moles e fluídos corporais.

Este, tal como outros minerais, não é produzido pelo organismo, por isso deve ser fornecido através de alimentos ou suplementos alimentares. Também é utilizado em alguns medicamentos, nomeadamente antiácidos e laxantes. Ainda assim, a alimentação global atual, rica em alimentos processados, e a utilização de fertilizantes não favorece a ingestão deste mineral. Por este motivo, a sua deficiência é comum em países desenvolvidos, causando o aumento da pressão sanguínea, a redução da tolerância à glicose e excitação neural.

Quando suplementado, para atenuar esta deficiência, atua como sedativo, reduzindo a pressão sanguínea e melhorando a sensibilidade à insulina.

A deficiên­cia de Magnésio (hipomagnesémia), é comum em pacientes hospitalizados1, mas também pode ocorrer em pessoas com doenças gastrointestinais, diabetes mellitus tipo 2, alcoolismo crónico, em idosos ou pacien­tes medicados com diuréticos a longo prazo.

O défice neste mineral poderá resultar em diversos processos inflamatórios como hipertensão, diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica, para além do aparecimento de sintomas como cãibras musculares, irritabilidade e vasoespasmos.

Como interfere na regulação de outros minerais, a carência severa de Magnésio poderá levar, ainda, à ocorrência de níveis baixos de cálcio e potássio, por alteração da homestasia mineral.

A ingestão adequada de Magnésio é fundamental para manter a homeostasia do nosso organismo e um estado de saúde ótimo. Este mineral é cofator em aproximadamente 300 reações enzimáticas que regulam diversas reações bioquímicas e, portanto, é essencial para muitas funções fisiológicas do nosso organismo, como regulação da função muscular, pois é responsável pelo transporte ativo de cálcio e potássio, processo importante na contração muscular; regulação da função nervosa, controlo da gli­cémia, da pressão arterial, ritmo cardíaco e do tónus vascular; assegura o desenvolvimento estrutural ósseo, regula a produção de energia e a síntese de proteínas.

Para além de ter vários benefícios para a saúde ao nível físico, este mineral também desempenha um papel importante nas funções do sistema nervoso central e poderá atuar como neuroprotetor, por modular a regulação da permeabilidade da barreira hematoencefálica.

Estudos têm demonstrado uma relação entre uma variedade de sintomas psiquiátricos e neuromusculares como depressão, manifestações de reações de stress (ansiedade, disfunção autonómica e dificuldade de adaptação) com a deficiência de Magnésio. Tanto o stress físico como mental causam aumento da eliminação de Magnésio e sua insuficiência, por sua vez, aumenta a res­posta ao stress, agravando as sequelas. Assim sendo, o Magnésio apresenta-se como mineral essencial para a manutenção de uma boa saúde psicológica.

Como a sua absorção intestinal varia de acordo com a quantidade de Magnésio necessária para o corpo, isto é, o corpo absorverá apenas o necessário, não foram demonstrados até ao momento efeitos secundários da sua suplementação.

Em súmula, a ingestão e o aporte adequado de Magnésio contribui para a manutenção de ossos e dentes normais, para a síntese normal das proteínas, energia e o normal funcionamento muscular e neuronal. Este mineral contribui ainda para o equilíbrio dos eletrólitos, para o processo de divisão celular e para a redução do cansaço e da fadiga. Demonstrando-se essencial para otimizar o desempenho cognitivo e físico.

Bibliografia

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O cobre é um mineral considerado essencial para o organismo. Ele é um oligoelemento, elemento químico essencial para os seres vivos encontrado em baixa concentração nos organismos, porém de fundamental importância biológica.

O corpo humano não consegue produzir o cobre, ele é obtido por meio da alimentação. O cobre ajuda na formação de algumas células sanguíneas, hormônios e enzimas antioxidantes, também contribui para a síntese de neurotransmissores, formação da bainha de mielina e regulação da expressão gênica. O cobre ainda ajuda a regular a quantidade de ferro no organismo e na formação de tecidos conjuntivos.

O cobre é bom para a pele por alguns motivos. Ele é importante para a formação de melanina, que desempenha um papel na pigmentação da pele, cabelos e olhos, impedindo, por exemplo, a formação de manchas de pele, melasma.

A lisil oxidase, é uma enzima dependente de cobre responsável pela ligação cruzada de colágeno e elastina, que são essenciais para a formação de tecido conjuntivo forte e flexível. Por fim, a ação antioxidante que o cobre proporciona por meio das enzimas antioxidantes também irá contribuir para uma pele mais saudável e bonita.

Muitas cuproenzimas, enzimas dependentes de cobre, são responsáveis por diversas reações essenciais para a função normal do cérebro e do sistema nervoso. Estas enzimas dependentes de cobre são responsáveis pela síntese de neurotransmissores.

O cobre é essencial para que as pessoas tenham um bom aproveitamento da vitamina C. Esta vitamina aumenta a produção de glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e que tem a função de combater microorganismo e estruturas estranhas ao corpo. A vitamina C também aumenta os níveis de anticorpos no organismo. Assim, ela ajuda a fortalecer o sistema imunológico, deixando nosso corpo menos suscetível a doenças. A poderosa ação antioxidante que o cobre proporciona indiretamente também age de forma positiva na imunidade.

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O Manganês é um nutriente mineral que não ocorre naturalmente no estado puro, essencial para man­ter a regulação e função adequada de reações bioquímicas e celulares.

É necessário para desenvolvi­mento e crescimento, e desempenha um papel na resposta imune, homeostasia da glicémia, regulação de ATP, reprodução e digestão, sendo componente de numerosas metaloenzimas.

Para além de componente essencial de enzimas e proteínas, é cofator necessário para a bios­síntese de sulfato de condroítina e superóxido dismutase mitocondrial, que inibe danos oxidativos nos tecidos e desempenha um papel na síntese de mucopolissacarídeos e na ativação de glicosiltransferases com ligação ao colagénio.

Estudos indicam efeitos positivos nas resposta inflamatória com a suple­mentação com Manganês, embora a forma exata como os minerais a modulam seja desconhecida.

Existem 3 isoen­zimas da superóxido dismutase – CuZnSOD, FeSOD e MnSOD que é a defesa primária contra espécies reativas de oxigénio na mitocôndria e que desempenha um papel importante na prevenção do de­senvolvimento de doenças degenerativas tardias, estando os seus polimorfismos associados a várias doenças como artrite psoriática.

O Manganês contribui para a normal formação dos tecidos conjuntivos e produção de energia manutenção de ossos normais e previne oxidações indesejáveis.

Bibliografia

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O termo fósforo deriva das palavras gregas “phôs” que significa luz e “phoros” que significa portador, pois este elemento peculiar brilha no escuro e não é encontrado livre na natureza, uma vez que é altamente reativo. Bioquimicamente, é a base e sustentação para toda a vida no planeta, encontrando-se maioritariamente nos ossos e dentes, ADN, ATP (principal portador de energia nas células), e fosfolípidos constituintes das membranas celulares.⁠ É um mineral essencial em alguns processos biológicos importantes, como a regulação ácido-base do organismo, a produção de energia para manutenção das funções celulares, a mineralização óssea, a sinalização intercelular através de reações de fosforilação e a ativação hormonal.

Dado seu amplo papel em quase todas as funções celulares e moleculares, as anomalias nos níveis séricos de fosfato podem ser altamente impactantes.⁠ A deficiência neste mineral é rara devido à sua reabsorção renal, sendo constantemente reciclado, no entanto, em pessoas com elevada excreção urinária, problemas renais ou problemas na sua absorção intestinal, a diminuição do fósforo no sangue resulta em desmineralização óssea, com a saída de cálcio do osso, podendo levar a longo prazo a osteomalacia e fraturas ósseas.

Por outro lado, o alto teor de fósforo no sangue, que poderá ocorrer devido a doença renal crónica, também pode causar reações adversas, nomeadamente na saúde óssea, bem como levar ao aumento da probabilidade de incidência de demência. A fisiopatologia dos distúrbios psiquiátricos continua indeterminada, por isso a melhor forma de tratamento requer deteção e intervenção precoces. Neste sentido, as alterações metabólicas das vias energéticas, incluindo na homeostase do fósforo, têm sido amplamente estudadas por estarem sinalizadas como uma das características fisiológicas das doenças mentais.

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É um elemento químico muito importante para evitar a perda de minerais pelos dentes e impedir o desgaste causado por bactérias que formam a cárie e por substâncias ácidas presentes na saliva e na alimentação.

Um dos principais efeitos do fluoreto de sódio é o fortalecimento dos dentes por meio da remineralização do esmalte, e isso se dá pela reposição de cálcio na superfície. Além desse efeito, ele combate a acidez produzida pelas bactérias quando se alimentam dos restos de alimentos na boca e dos açúcares que consumimos. Com isso, o fluoreto de sódio pode ajudar a reverter o processo de desmineralização do esmalte, ajudando a impedir a formação de cáries.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) confirma que a segurança e os benefícios do fluoreto estão bem documentados. Nunca houve nenhuma evidência científica comprovando que o fluoreto provoca efeitos adversos à saúde. De facto, as evidências mostram, de forma confiável, que o fluoreto é seguro e eficaz na quantidade fornecida.

Não é apenas o CDC que confirma os méritos do fluoreto; de acordo com a ADA, mais de 125 organizações em todo o mundo também reconhecem sua segurança e valor. Essas organizações incluem a própria ADA, a Associação Americana de Medicina e a Organização Mundial da Saúde.

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O iodo é um oligoelemento naturalmente presente em alguns alimentos, que pode ser adicionado a alguns tipos de sal e que está disponível como suplemento alimentar. Esta substância é um componente essencial das hormonas tiroideias (tiroxina e triiodotironina). Estas hormonas regulam reações biológicas importantes, como a síntese proteica ou a atividade enzimática, sendo ainda determinantes na atividade metabólica. Caso a tiroide não tenha iodo suficiente disponível para a produção das hormonas, esta glândula vai aumentar de tamanho, de modo a tentar captar o máximo de iodo possível, o que vai dar origem ao aparecimento de bócio.

Outra consequência da deficiência em iodo, que por sua vez implica a diminuição dos níveis de hormonas tiroideias, é a inibição da ovulação, o que pode levar à infertilidade em mulheres. Pode originar também uma doença autoimune da tiroide e aumentar o risco de incidência de cancro da tiroide. Alguns estudos sugerem também que, além do cancro da tiroide, pode aumentar a incidência de outros tipos de cancros, como o da próstata, da mama, dos ovários e do endométrio.

Durante a gravidez, baixos níveis de iodo representam também riscos bastante elevados, tanto para a mãe como para o bebé, já que pode levar a hipertensão no caso da mãe, e no caso do bebé pode comprometer o desenvolvimento do SNC.⁠ Além disso, o iodo tem ainda ação antimicrobiana e cicatrizante, sendo por vezes utilizado em situações de inflamação cutânea.

O consumo de iodo em excesso pode também ser prejudicial, já que vai provocar uma sobreatividade da tiroide. Como tal, a sua ingestão não deve exceder as doses diárias recomendadas.

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O Zinco é um oligoelemento essencial, o que significa que não é produzido pelo organismo, sendo ne­cessário ingeri-lo na dieta ou através de suplementação alimentar para manter o seu aporte adequado e prevenir doenças inerentes ao seu défice. Este elemento é necessário por aproximadamente 300 enzimas no metabolismo celular – como a superóxido dismutase, com função antioxidante intracelular. Os seus efeitos anti-inflamatórios estão bem documentados e por outro lado, a inflamação, aguda ou crónica, induz alterações metabólicas e fisiológicas deste mineral.

Tem particular interesse, também, pela sua contribuição para o crescimento, desenvolvimento, cicatrização de feridas, função imune e síntese de colagénio, entre ou­tras funções, não se conhecendo o mecanismo do seu efeito no folículo capilar.

O Zinco está associado a múltiplos aspetos do sistema imunitário, sendo crucial para o normal desen­volvimento e função das células da imunidade inata. Tem ainda capacidade antioxidante e estabilizadora de membranas, sugerindo um papel na prevenção de danos oxidativos em processos inflamatórios. De facto, estudos apontam para os benefícios da suplementação com Zinco nas doenças infeciosas, reduzindo a in­cidência e duração de diarreias e infeções do trato respiratório inferior como as constipações.

A capacidade cicatrizante do Zinco também é bastante reconhecida. Apresentando-se como um aliando importante na cicatrização de tecidos como o epitélio (tecido intestinal, importante cicatrizar em doentes com doença de Crohn), gástrico (tecido do estômago, em doentes com úlceras ou gastrites), tecido pulmonar (importante em fumadores) ou em pessoas pós-cirurgia para promover a cicatrização do tecido invadido. Assim sendo, a suplementação oral com Zinco pode ser benéfica no tratamento de pessoas com úlceras, por potenciar a multiplicação celular.

Este mineral também parece ter importância ao nível da visão. A córnea tem a maior concentração de Zinco de todos os tecidos do organismo onde poderá desempe­nhar um papel protetor. Estudos da doença ocular relacionada com a idade (AREDS) concluíram que pacientes suplementados com Zinco apresentam uma redução na probabilidade de desenvolvimen­to de degeneração macular e redução na progressão da doença. Para além disto, a deficiência em Zinco poderá causar cegueira noturna, edema da córnea com possível progressão para opacidade da córnea, assim como conjuntivite seca que poderá progredir para secura ocular (xe­roftalmia) e queratomalácia.

A deficiência de Zinco é um grande pro­blema para a saúde e afeta o crescimento do cabelo e unhas, sendo que a alopécia se apresenta como sinal de carência deste mineral, com melhorias após suplementação oral. Para além disto, resulta em sintomas como dermatite, perda de peso, diarreia, infeções e disfunção imunológica, hipogonadismo e problemas de cicatrização de úlceras.

Estudos mostram que doentes que so­frem de Alzeimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Lesão Cerebral, Depressão, Esquizofrenia e Parkinson apresentam níveis inferiores de Zinco, pelo que, a sua suplementação deve ser tida em conta nestas situações.

A suplementação com Zinco também parece reduzir o risco de aterosclerose e proteger contra o enfarte do mio­cárdio e lesão isquémica.

Resumidamente, o aporte adequado de Zinco contribui para o normal funcionamento do sistema imu­nitário, para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis, para o normal metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, para a regene­ração celular e manutenção da pele, cabelo, unhas, visão e ossos normais, para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue e para uma fertilidade, reprodução e função cognitiva normais.

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