Laranjus

32,00 

Suplemento alimentar com: Equinácea, Alcaçuz, Limão, Tomilho, Pinheiro Silvestre, Eucalipto e Vitamina C.

Principais características dos ingredientes:
✔A vitamina C contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário.

Apresentação: embalagem com 20 ampolas bebíveis de 10ml.

REF: F302091 Categorias: ,
IngredientesToma Diária: 3 ampolas
Tomas por embalagem: 6
%VRN
Equinácea750mg**
Tomilho660mg**
Alcaçuz600mg**
Limão600mg**
Pinheiro Silvestre420mg**
Eucalipto420mg**
Vitamina C300mg375%
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Tomar 1 Ampola (10 ml) às três principais refeições.

Água Purificada; Agente de Volume: Sorbitol; Echinacea purpurea, Equinácia (Raiz); Thymus vulgaris, Tomilho (Sumidades floridas); Glycyrrhiza glabra, Alcaçuz (Raiz); Citrus limon, Limão (Casca do fruto); Pinus sylvestris, Pinheiro Silvestre (Gemas); Eucalyptus globulus, Eucalipto (Folhas); Vitamina C (Ácido L-ascórbico); Aroma; Conservante: Sorbato de Potássio, Benzoato de Sódio, Galato de Propilo.

✔ A vitamina C contribui para manter o normal funcionamento do sistema imunitário durante e após exercício físico intenso.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal dos vasos sanguíneos.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal dos ossos.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal das cartilagens.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal da pele.
✔ A vitamina C contribui para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ A vitamina C contribui para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis.
✔ A vitamina C contribui para a redução do cansaço e da fadiga.
✔ A vitamina C aumenta a absorção de ferro.
✔ A vitamina C contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso.
✔ A vitamina C contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário.
✔ A vitamina C contribui para a regeneração da forma reduzida da vitamina E.

Agitar muito bem antes de tomar. Não exceder a toma diária recomendada. O seu consumo excessivo pode ter efeitos laxativos. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Em caso de gravidez ou amamentação a toma deve ser feita sob indicação médica. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorrecções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

O género Echinacea pertence à família Asteraceae e compreende um pequeno número de espécies de plantas nativas da América do Norte, entre elas a Echinacea Purpurea, com uma longa história de utilização para fins terapêuticos.

Tradicionalmente, a Equinácea era descrita como um agente “anti­-infeccioso” e era utilizada em infeções bacterianas e virais, septicémia, condições da pele, na cica­trização de feridas e amigdalite.

O interesse atual no uso medicinal da Equinácea foca-se nos seus efeitos imunomoduladores, particularmente no tratamento e prevenção de constipações comuns e outras infeções do trato respiratório superior.

As preparações com Equinácea atuam a vários níveis na estimulação da resposta imune, devido ao seu conteúdo em polissacarídeos. Desde ativação dos ma­crófagos que eliminam microorganismos invasores do orga­nismo humano, pelo aumento da resistência dos linfócitos (células protetoras do sistema imunitário) e estimulação da produção de citocinas – mediadores químicos que atuam na atividade imune no nosso organismo. Tem, ainda, capacidade de ativação de leucócitos polimorfo­nucleares, células NK e alterações nos leucócitos T e B.

É consensual entre os estudos que a Equinácea é eficaz na redução da duração e gravidade dos sintomas, embora entre os seus compostos ativos identificados, não seja completamente conhecido o mecanismo de ação, biodisponibilidade, po­tência e sinergias.

Para além disto, esta planta tem atividade antiviral, antibacteriana, antifúngica e potencial anti-inflamatório, hepatoprotetor e antimutagénico.

Bibliografia

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O Alcaçuz é a raiz da planta Glycyrrhiza glabra, que cresce usualmente na Ásia e sul da Europa. É uma das plantas mais antigas usada na medicina tradicional chinesa, para além do seu uso comum como adoçante de doces e bebidas, por possuir poder adoçante cerca de 50 vezes superior ao da sacarose. Contém glicirrizina e glabridina como principais componentes bioativos com propriedades farmacológicas, para além de saponinas triterpénicas e flavonoides. Foram já demonstradas vastas propriedades farmacológicas associadas ao Alcaçuz, nomeadamente antiulcerosa, anti-inflamatória, espasmolítica, antioxidante, antimicrobiana, antiviral, antineoplásica, gastro, hepato, neuro e cardioprotetora, adaptogénia, antidiabética, antiasmáticaexpetorante e antitússicaimunomoduladora e de reforço da memória, tendo benefícios a nível do sistema digestivo, respiratório, nervoso, cardiovascular e endócrino. Usado ainda no tratamento de problemas orais, metabólicos, de pele e de fígado. Deve, contudo, ser utilizado com precaução, especialmente em doentes hipertensos, uma vez que esta raiz tem a capacidade de elevar a pressão arterial e alterar outros parâmetros cardiovasculares.

Bibliografia

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8. Deutch MR, Grimm D, Wehland M, Infanger M, Krüger M. Bioactive candy: Effects of licorice on the cardiovascular system. Foods. 2019.

O limão contém muitos componentes químicos naturais, incluindo compostos fenólicos (principalmente flavonoides) e outros nutrientes como vitaminas, minerais, fibras alimentares, óleos essenciais e carotenoides. Os seus efeitos e propriedades benéficas para a saúde foram associados ao seu teor em vitamina C e flavonoides, devido às suas características antioxidantes naturais. Alguns autores sugerem ainda que os flavonoides têm outras funções biológicas como atividade anti-inflamatória, antialérgica, antiviral, antiproliferativa, antimutagénica e anticancerígena.

Existem inúmeros bioflavonoides no Citrus limon, como hesperidina, rutina e naringina, que exibem muitas ações farmacológicas no corpo humano.⁠ A hesperidina, a principal flavanona no limão e noutras espécies de Citrus, influencia a permeabilidade vascular, aumenta a resistência capilar e tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. A diosmina é também um importante flavonoide presente no limão, sendo o composto ativo de certos medicamentos utilizados no tratamento de diversas doenças do sistema circulatório. Isto deve-se à sua capacidade de melhorar o tónus muscular e a resistência vascular a processos inflamatórios.⁠ 

Devido à sua riqueza em vitaminas e minerais e outras substâncias ativas, o limão exibe diversos benefícios para a saúde, limitando o risco de determinas doenças como a obesidade, diabetes, dislipidémia, cardiovasculares e determinados cancros.

Bibliografia

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5. Del Río JA, Fuster MD, Gómez P, Porras I, García-Lidón A, Ortuño A. Citrus limon: A source of flavonoids of pharmaceutical interest. Food Chem. Published online 2004. doi:10.1016/S0308-8146(03)00272-3

O Pinheiro Silvestre cujo nome científico é Pinus sylvestris, pertence à família Pinaceae e é uma árvore dominante das áreas florestais vastamente distribuída em todo o globo, sendo bastante resistente e competitiva em solos secos e pobres e ambientes frios.

Na medicina popular, os produtos derivados de Pinheiro (agulhas, casca, pinhas e pólen) são utilizados para promover a saúde e prevenir algumas doenças crónicas relacionadas com o envelhecimento. Bem como para tratar várias condições incluindo problemas respiratórios (tosse, asma, bronquite e afeções pulmonares), hipertensão, doença car­díaca, cicatrização de feridas, eczemas e distúrbios musculares.

Devido à sua riqueza em compostos fenólicos, ainda que a sua constituição varie de acordo com a espécie, origem e parte da planta. 

Existe evidência crescente de que as agulhas de pinheiro podem exercer efeitos antioxidantes, antimutagénicos e antiproliferativos das células cancerígenas. A casca, por sua vez, tem sido usada na medicina tradicional há mais de 2.000 anos como suplemento nutricional e remédio fitoquímico, podendo também conter ativos (pycnogenol e flavangenol) com capacidade anticancerígena.

Os seus óleos essenciais são ricos em compostos ativos com atividade biológica, nomeadamente o α-pineno, que parece ter atividade antifúngica, o que se revela especialmente importante em pacientes com a função imune comprometida. 

Para além disto, têm então aplicação na medicina tradicional devido à sua atividade antimicrobiana, analgésica, sedativa, anti-inflamatória, espasmolítica e anestésica local. Causam irritação do epitélio respiratório por estimulação direta das células secretoras e simultaneamente aceleram o movimento ciliar do epitélio, apresentando desta forma uma ação expetorante. Ação especialmente importante em caso de constipações, rinite e sinusite.

Bibliografia

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O óleo essencial das folhas do Eucalipto, possui efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, por este motivo, tem sido usado na medicina popular para o tratamento de várias condições como a febre, constipação, gripe e afeções brônquicas, como asma, bem como para rigidez e nevralgia.

As suas propriedades farmacológicas devem-se à riqueza do seu óleo essencial, em cineol, macrocarpais, monoterpenos, alcalóides, eucaliptina, fenóis, flavonóides, ácido oleanólico e taninos. Sendo que a sua constituição varia de acordo com a espécie e origem da planta.

Os seus compostos ativos, nomeadamente, limoneno, pineno e cineol apresentam capacidade antimicrobiana (antifúngica e antibacteriana), por este motivo as folhas do Eucalipto também são usadas no tratamento de infeções, pneumonia, bronquite e dor de garganta.

Estudos in vitro e em animais também demonstraram a capacidade dos seus compostos ativos no controlo da glicémia.

Para além disto, possui capacidade de atuar como um anti-histamínico e capacidade antioxidante.

Bibliografia

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A Vitamina C – ácido ascórbico, é uma vitamina essencial hidrossolúvel e um cofator essencial para a biossíntese de colagénio, intervém no metabolismo da carnitina, das catecolaminas e na absorção de Ferro, desempenhado um papel importante na saúde. O organismo humano é incapaz de a sintetizar e, por isso, deve ser subministrada de forma exógena através da alimentação, nomeadamente pelo consumo de frutas e vegetais, ou de suplementação.

Antioxidante de excelência, garante a proteção das biomoléculas existentes no nosso organismo contra os danos oxidativos causados por metabolitos pró-oxidantes, gerados pelo metabolismo celular ou pela exposição a toxinas e poluentes. Tendo a Vitamina C um elevado potencial anti-inflamatório e um carácter protetor contra a ocorrência de danos oxidativos, o seu aporte adequado desempenha um papel relevante na prevenção e na progressão de várias doenças crónicas e agudas, sobretudo em condições nas quais o stress oxidativo é elevado, como ocorre no caso das infeções. No entanto, muitos dos efeitos benéficos da ingestão de Vitamina C não estão ainda totalmente esclarecidos.

Possui atividade imunomoduladora, inibindo a ativação excessiva do sistema imunitário e prevenindo danos tecidulares, contribui para a atividade antihistamínica e estimula a atividade de células da imunidade inata e adquirida, nomeadamente através da diferenciação de células T, modulação da síntese de citocinas e da expressão de moléculas adesivas, conferindo uma maior resistência a infeções. Diversos estudos indicam que a Vitamina C poderá aliviar ou prevenir infeções causadas por bactérias, vírus e protozoários. A constipação comum, é o exemplo mais bem estudado, tendo ficado estabelecido que a suplementação com Vitamina C reduz efetivamente a duração da sintomatologia. Vários outros estudos também demonstram uma ação antimicrobiana proveniente da Vitamina C, podendo ser útil no tratamento de infeções urinárias. Atua através da inibição do crescimento de S. aureusE. faecalisH. pylori, Campylobacter, Mycobacterium, E. coliK. pneumomoniae e Aspergillus, potencia a ação de alguns antibióticos e impede o desenvolvimento de biofilmes. Desta forma, a deficiência em Vitamina C pode comprometer a imunidade e levar a uma maior suscetibilidade às infeções.

A Vitamina C intervém no metabolismo produtor de energia, contribuindo para a redução da sensação de cansaço e de fadiga. Um estudo que relacionou o pool de Vitamina C com o desempenho físico e o stress oxidativo, concluiu que baixos níveis de Vitamina C estão associados a baixo desempenho físico, e que a suplementação com Vitamina C reduz o stress oxidativo e pode aumentar o desempenho físico, em estados de hipovitaminose.

A vitamina C é também um cofator essencial na biossíntese de colagénio, contribuindo para a vitalidade da pele e cabelo. Esta vitamina contribui para o crescimento de células papilares de cabelo humano, e como desempenha um papel essencial na absorção de ferro, pode ser especialmente relevante no tratamento da queda de cabelo associada à carência deste mineral. O seu caráter antioxidante é especialmente importante ao nível da pele, pois apesar da vitamina C não conseguir absorver a luz UV, desempenha uma ação fotoprotetora que favorece a neutralização dos radicais livres, cuja acumulação pode levar ao fotoenvelhecimento e à formação precoce de rugas. Desempenha ainda uma ação reequilibrante do ponto de vista hídrico, potenciando a suavidade e elasticidade da pele. Para além disto, o ácido ascórbico, ao interagir com os iões de cobre e inibir a ação das enzimas tirosinases – enzimas implicadas na formação de manchas na pele, diminuindo assim a formação deste pigmento cutâneo, ajudando a minimizar situações de hiperpigmentação.

A deficiência em Vitamina C afeta o normal metabolismo do corpo sendo um fator de risco para a saúde, especialmente nos casos mais severos, podendo resultar em escorbuto, situação potencialmente fatal. O escorbuto é caracterizado pelo enfraquecimento das estruturas de colagénio, resultando em má cicatrização de feridas e diminuição da imunidade, estando o organismo mais suscetível à ocorrência de infeções potencialmente fatais, como pneumonia. A deficiência severa e prolongada de Vitamina C também poderá ocasionar alterações oculares resultantes de hemorragias subconjuntivais e orbitais, uma vez que esta vitamina auxilia na manutenção da integridade dos vasos sanguíneos e tecidos conjuntivos, além de suprimir os radicais livres gerados pela elevada atividade metabólica. Portanto, a suplementação de vitamina C é essencial em caso de défice para a manutenção da saúde. As necessidades diárias de Vitamina C também estão aumentadas em pacientes com condições como gengivite, asma, glaucoma, distúrbios de colagénio, insolação, artrite, infeções (pneumonia, sinusite, febre reumática) e doenças crónicas, distúrbios vasculares e queimaduras graves, sendo necessário suplementar para além do VRN em casos de infeção, para compensar o aumento da resposta inflamatória. Alguns especialistas acreditam que as doses diárias recomendadas (80 mg) são baixas para suportar a função ótima da Vitamina C. A suplementação com esta vitamina é bem tolerada e segura, sem risco de toxicidade.

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