Proglanplus

32,00 

Suplemento alimentar com: Licopeno, Humulus lupulo, Serenoa repens, Abóbora, Vitamina C, Vitamina E e Vitamina B6.

Apresentação: caixa com 60 cápsulas de 500 mg

REF: 201226.SP Categorias: ,
IngredientesToma Diária: 2 cápsula
Tomas por embalagem: 30
%VRN
Licopeno de Tomate (extraído de Solanum lycopersicum)200 mg**
Gluconato de Zinco (Zn elemento 13,5%)200 mg
27 mg Zn
**
Aspartato de L-Arginina150 mg**
Extrato seco de Humulus lupulus, Lupulos
padronizado a 5% de Xanthamolol
100 mg**
Extrato seco de Serenoa repens, Serenoa100 mg**
Extrato seco de Cucurbita pepo, Abóbora100 mg**
Vitamina C60 mg75%
Vitamina E20 mg167%
Vitamina B62 mg142%
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Tomar 2 cápsulas por dia às refeições.

Licopeno de Tomate (extraído de Solanum lycopersicum), Gluconato de Zinco (Zn elemento 13,5%), Aspartato de L-Arginina, Extrato seco de Humulus lupulus, Lupulus, Flores, a 5% de Xanthamolol), Extrato seco de Serenoa repens, Serenoa, Frutos, Extrato seco de Curcubita pepo, Abóbora, Sementes, Vitamina C (sob a forma de Ácido L-Ascórbico), Vitamina E (sob a forma de Acetato de DL-Alfa-Tocoferol), Cloridrato de Piridoxina (Vitamina B6); Celulose microcristalina, sais de magnésio de carboidratos gordos (estearatode magnésio), colesterol de silício (antiaglomerante); Cápsula: Gelatina, Carbonato de cálcio (corante).

✔ A vitamina C e a vitamina B6 contribuem para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal dos vasos sanguíneos.
✔ A vitamina C contribui para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ A vitamina C e a vitamina E contribuem para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis.
✔ A vitamina C aumenta a absorção de ferro.
✔ A vitamina C e a vitamina B6 contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso.
✔ A vitamina C e a vitamina B6 contribuem para o normal funcionamento do sistema imunitário.
✔ A vitamina C contribui para a regeneração da forma reduzida da vitamina E.
✔ A vitamina B6 contribui para a regulação da atividade hormonal.

Não exceder a toma diária recomendada. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Não se recomenda a utilização deste produto em caso de gravidez e aleitamento. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorreções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

O Tomate (Lycopersicum Esculentum) é omnipresente na maioria dos padrões alimentares em todo o mundo e sua contribuição para a saúde tem sido documentada em estudos epidemiológicos longitudinais.

Pode fornecer uma proporção significativa de antioxidantes na dieta, principalmente na forma de compostos fenólicos e carotenos – nos quais predomina o licopeno, maioritariamente respon­sável pela sua cor vermelha, e considerado protetor contra alguns tipos de cancro, para além da sua capacidade de inibição da produção de coleste­rol LDL.

O licopeno é um dos antioxidantes mais potentes e o carotenoide mais predominante no plasma humano e é assumido ser um dos compostos ativos responsáveis ​​pelos benefícios para a saúde do consumo de Tomate.

Uma revisão de literatura científica concluiu que a ingestão de Tomate e produtos à base de Tomate e os níveis de licopeno no plasma, foram consistentemente associados a um menor risco de uma variedade de cancros, com evidência forte para cancro do pulmão, estômago e próstata.

No entanto, a distinção entre licopeno e Tomate foi feita pela Food and Drug Administration (FDA) no sentido de avaliar uma proposta de alegação de saúde sobre Tomate, licopeno e cancro. A FDA concluiu que não há “nenhuma evidência confiável para apoiar uma associação entre a ingestão de licopeno e um risco reduzido de cancro da próstata, pulmão, colorretal, gástrico, mama, ovário, endometrial ou pancreático”, mas encontrou “evidências limitadas para apoiar uma associação entre o consumo de Tomate e risco reduzido de cancro da próstata, ovário, gástrico e pancreático”. O que sugere que os efeitos benéficos do Tomate não se devem apenas à presença do carotenoide licopeno, mas poderá dever-se a uma associação dos seus compostos ativos.

Evidências atuais de estudos epidemiológicos também apoiam a hipótese de que o consumo frequente de licopeno, tomate e produtos à base de tomate pode ter um papel benéfico na prevenção de doenças cardiovasculares e morte precoce, por prevenção dos fatores de risco de doença cardiovascular, melhorias na dislipidemia (diminuição de colesterol total, LDL e triglicerídeos e aumento de colesterol HDL), na função endotelial, pressão arterial e inibição de mediadores inflamatórios (interleucina-6). Suportando, desta forma, estratégias nutricionais individuais e suplementação, no sentido de combater as doenças cardiovasculares.

As sementes do tomate também são ricas em fibras, proteínas, aminoácidos essenciais, minerais e ácidos gordos polinsaturados – predominantemente linoleico (ómega6), seguido de oleico, palmítico e linolénico (ómega3), conhecidos pelos seus benefícios na prevenção de doenças cardiovasculares.

Embora os estudos sobre a capacidade do licopeno de modificar o cancro e o risco de doença cardiovascular sejam mais prevalentes, tem havido inúmeras outras doenças que também foram investigadas em relação ao consumo de licopeno, incluindo queimaduras solares, gengivite, osteoporose, distúrbios mentais e asma.

Bibliografia:

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O Zinco é um oligoelemento essencial, o que significa que não é produzido pelo organismo, sendo ne­cessário ingeri-lo na dieta ou através de suplementação alimentar para manter o seu aporte adequado e prevenir doenças inerentes ao seu défice. Este elemento é necessário por aproximadamente 300 enzimas no metabolismo celular – como a superóxido dismutase, com função antioxidante intracelular. Os seus efeitos anti-inflamatórios estão bem documentados e por outro lado, a inflamação, aguda ou crónica, induz alterações metabólicas e fisiológicas deste mineral.

Tem particular interesse, também, pela sua contribuição para o crescimento, desenvolvimento, cicatrização de feridas, função imune e síntese de colagénio, entre ou­tras funções, não se conhecendo o mecanismo do seu efeito no folículo capilar.

O Zinco está associado a múltiplos aspetos do sistema imunitário, sendo crucial para o normal desen­volvimento e função das células da imunidade inata. Tem ainda capacidade antioxidante e estabilizadora de membranas, sugerindo um papel na prevenção de danos oxidativos em processos inflamatórios. De facto, estudos apontam para os benefícios da suplementação com Zinco nas doenças infeciosas, reduzindo a in­cidência e duração de diarreias e infeções do trato respiratório inferior como as constipações.

A capacidade cicatrizante do Zinco também é bastante reconhecida. Apresentando-se como um aliando importante na cicatrização de tecidos como o epitélio (tecido intestinal, importante cicatrizar em doentes com doença de Crohn), gástrico (tecido do estômago, em doentes com úlceras ou gastrites), tecido pulmonar (importante em fumadores) ou em pessoas pós-cirurgia para promover a cicatrização do tecido invadido. Assim sendo, a suplementação oral com Zinco pode ser benéfica no tratamento de pessoas com úlceras, por potenciar a multiplicação celular.

Este mineral também parece ter importância ao nível da visão. A córnea tem a maior concentração de Zinco de todos os tecidos do organismo onde poderá desempe­nhar um papel protetor. Estudos da doença ocular relacionada com a idade (AREDS) concluíram que pacientes suplementados com Zinco apresentam uma redução na probabilidade de desenvolvimen­to de degeneração macular e redução na progressão da doença. Para além disto, a deficiência em Zinco poderá causar cegueira noturna, edema da córnea com possível progressão para opacidade da córnea, assim como conjuntivite seca que poderá progredir para secura ocular (xe­roftalmia) e queratomalácia.

A deficiência de Zinco é um grande pro­blema para a saúde e afeta o crescimento do cabelo e unhas, sendo que a alopécia se apresenta como sinal de carência deste mineral, com melhorias após suplementação oral. Para além disto, resulta em sintomas como dermatite, perda de peso, diarreia, infeções e disfunção imunológica, hipogonadismo e problemas de cicatrização de úlceras.

Estudos mostram que doentes que so­frem de Alzeimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Lesão Cerebral, Depressão, Esquizofrenia e Parkinson apresentam níveis inferiores de Zinco, pelo que, a sua suplementação deve ser tida em conta nestas situações.

A suplementação com Zinco também parece reduzir o risco de aterosclerose e proteger contra o enfarte do mio­cárdio e lesão isquémica.

Resumidamente, o aporte adequado de Zinco contribui para o normal funcionamento do sistema imu­nitário, para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis, para o normal metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, para a regene­ração celular e manutenção da pele, cabelo, unhas, visão e ossos normais, para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue e para uma fertilidade, reprodução e função cognitiva normais.

Bibliografia:

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A L-Arginina é um dos aminoácidos naturais mais versáteis metabolicamente, uma vez que é o percursor da síntese de várias substâncias com papel crucial no organismo. Sendo convertida em óxido nítrico, que desempenha um papel relevante ao nível da neurotransmissão, neuroprotecção, aprendizagem e memória, vasodilatação, citotoxicidade e imunidade, para além de servir como precursor na síntese de glutamato – poliamina essencial na proliferação e diferenciação celular; da creatinina – essencial na contração muscular; e da ureia – no ciclo que permite a sua eliminação do organismo. Para além disso, este aminoácido estimula a produção de hormonas, como a hormona do crescimento, a insulina, entre outras substâncias. Quando consumida em doses superiores na dieta, apresenta múltiplos efeitos farmacológicos benéficos que incluem a redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de disfunção sexual, promove a inibição de hiperacidez gástrica e conduz a melhorias na resposta imunitária, sensibilidade à insulina, atividade muscular, cicatrização e na função do sistema nervoso central. A L-Arginina administrada de forma exógena causa rápida redução das tensões arteriais sistólica e diastólica em indivíduos saudáveis e hipertensos, atenuando também a reatividade plaquetar e melhorando a função endotelial na hipercolesterolémia e aterosclerose. Tem demonstrado, ainda, benefícios na redução dos triglicerídeos séricos, na cicatrização de feridas e na performance atlética, sendo utilizada como um agente ergogénico.

Bibliografia:

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O lúpulo, cujo nome científico é Humulus lupulus L., é muito utilizado na preparação de cerveja, pois confere o sabor e aroma amargo a esta bebida. No entanto, também pode ser ingerido na forma de chá ou cápsulas com orientação médica ou do fitoterapeuta.

O lúpulo possui propriedades que podem ajudar a melhorar o sono, isto porque, acredita-se que os compostos bioativos, como o metil vinil carbinol, por exemplo, podem ativar os receptores de melatonina, hormônio que ajuda a regular o ritmo circadiano.

Pode ajudar a reduzir a ansiedade, o estresse e a depressão, uma vez que contém ácidos alfa amargos, chamados humulonas, que exercem importantes efeitos sedativos e depressivos.

Alguns estudos científicos têm demonstrado o potencial do lúpulo e do composto 8-PN para aliviar os sintomas associados à menopausa, como osteoporose, ondas de calor, suores noturnos e motivação sexual.

Devido aos polifenóis e outros compostos bioativos, como o xanthohumol, o lúpulo pode ajudar a prevenir e combater alguns tipos de câancro, como o cancro de cólon, pâncreas, tireoide, colo do útero, ovário, cabeça e pescoço, pele, melanoma maligno ou leucemia, por exemplo.

Isto porque o xanthohumol parece induzir a morte das células cancerígenas e impedir sua proliferação e migração para outras partes do corpo.

As universidades americanas têm apostando no Lúpulo como um agente no tratamento de cancro da próstata. Estudos recentes apontam que o Xantohumol, um flavonoide utilizado na fabricação de cerveja, foi capaz de induzir a apoptose, a chamada morte voluntária, em células cancerígenas localizadas na próstata.

Os pesquisadores descobriram que isso acontece porque o Xantohumol inibe uma proteína ao longo da superfície da próstata, que é responsável pela reprodução e crescimento descontrolado de células tumorais.

Sendo assim, o lúpulo é muito mais do que um dos ingredientes da cerveja. A planta tem propriedades antibióticas, antitumorais e relaxantes.

Bibliografia:

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Serenoa Repens, Serenoa Serrulata, Saw Palmetto ou Sabal. Eles são nomes diferentes para se referir a uma única planta: a palmeira anã selvagem.

A Serenoa repens é da família das Arecaceae. Trata-se de uma pequena palmeira com um tronco simples que se desenvolve horizontalmente ou cresce até atingir uma altura de 180 a 400 cm.

Estes frutos ricos em lípidos eram tradicionalmente utilizados pelos Índios, como nutriente e como medicamento para tratar algumas irritações do aparelho urogenital, como sedativo e para inalações de vapor para distúrbios nasais.

A sua ação é eficaz ao nível da próstata já que foi possível observar que diminui a progressão do aumento de tamanho, graças à sua ação antiandrogénica, provocada pela inibição da atividade da enzima 5-alfa-redutase e o conseguinte bloqueio de DHT.

Previne os sintomas obstrutivos, graças à sua atividade miorelaxante e espasmolítica, mediada pelo bloqueio dos recetores alfa-adrenérgicos e também previne os sintomas irritativos, graças às suas propriedades anti-inflamatórias, por inibição da produção dos principais mediadores da inflamação que desaceleram o crescimento da próstata e podem ajudar a aliviar os sintomas urinários associados ao tumor benigno da próstata, como dificuldade para urinar ou vontade de urinar com frequência, além de melhora na qualidade de vida e função sexual, já que promove o equilíbrio hormonal.

Além disso, essa planta atua bloqueando alguns processos hormonais que evitam o crescimento das células prostáticas, ajudando a prevenir o desenvolvimento e progressão do câncer de próstata.

Ao contrário de outros medicamentos, como por exemplo os inibidores de alfa-5-redutase, a Serenoa repens não altera o PSA.
Isto é muito importante, uma vez que os valores do PSA encontram-se associados ao carcinoma prostático, sendo, nesse sentido, desejável que os valores detetados sejam os reais e não tenham sido alterados, de modo a evitar erros de diagnóstico.

A Serenoa repens não altera a função sexual. Este é um aspeto importante, uma vez que uma vida sexual saudável afeta a qualidade da relação, tendo um impacto indireto na satisfação geral e no bem-estar.

Bibliografia:

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A Curgete (Cucurbita pepo) é um dos vegetais mais produzidos e consumidos da família Cucurbitaceae, a mesma família da abóbora. Esta espécie, extensivamente cultivada em climas subtropicais, tem grande valor económico e é provavelmente uma das espécies mais polimórficas, no que diz respeito ao tamanho, formato e cor.

O seu valor nutricional e as suas propriedades na manutenção da saúde ainda não foram totalmente reconhecidas, ao contrário de outros vegetais da mesma família.

Sabe-se que este vegetal contém cerca de 95% de água, como tal considera-se de baixo valor calórico. Os principais minerais presentes na Curgete são o potássio, magnésio, fosforo e cálcio, que se encontram principalmente na sua casca.

Tal como outros vegetais da família Cucurbitaceae, é considerada uma fonte moderada de compostos bioativos antioxidantes, anti-inflamatórios, analgésicos, antimicrobianos, anti-carcinogénicos (citotóxicos) e neuroprotetores, devido à sua composição em compostos fenólicos, carotenoides, clorofila e vitamina C. Por este motivo, tem sido usada na medicina tradicional, no tratamento de constipações e no alivio de dores.

Para além disto, já foram comprovados os seus efeitos quimiopreventivos, anti-genotóxicos, anti-proliferativos e pro-apoptóticos das células tumorais, demonstrando potencial efeito benéfico na nutrição e saúde humana.

As sementes da Curgete também parecem apresentar eficácia na melhoria de sintomas urinários, para além de serem usadas na medicina tradicional em situações de aumento do tamanho da próstata, bexiga hiperativa e distúrbios na micção. As plantas da família Cucurbitaceae, também têm sido usadas como antidiabéticos, anti-hipertensores, no tratamento de distúrbios gastrointestinais e parasitas intestinais.

Como sabemos, o consumo diário de vegetais é um comportamento promotor de saúde, uma vez que eles são ricos em fibras dietéticas, vitaminas, minerais e compostos fitoquímicos, que desempenham um papel biológico importante na manutenção da saúde. Quando enquadrados numa dieta saudável estão relacionados com baixa incidência de doenças cardiovasculares, obesidade e outras patologias crónicas.

Bibliografia:

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A Vitamina C – ácido ascórbico, é uma vitamina essencial hidrossolúvel e um cofator essencial para a biossíntese de colagénio, intervém no metabolismo da carnitina, das catecolaminas e na absorção de Ferro, desempenhado um papel importante na saúde. O organismo humano é incapaz de a sintetizar e, por isso, deve ser subministrada de forma exógena através da alimentação, nomeadamente pelo consumo de frutas e vegetais, ou de suplementação.

Antioxidante de excelência, garante a proteção das biomoléculas existentes no nosso organismo contra os danos oxidativos causados por metabolitos pró-oxidantes, gerados pelo metabolismo celular ou pela exposição a toxinas e poluentes. Tendo a Vitamina C um elevado potencial anti-inflamatório e um carácter protetor contra a ocorrência de danos oxidativos, o seu aporte adequado desempenha um papel relevante na prevenção e na progressão de várias doenças crónicas e agudas, sobretudo em condições nas quais o stress oxidativo é elevado, como ocorre no caso das infeções. No entanto, muitos dos efeitos benéficos da ingestão de Vitamina C não estão ainda totalmente esclarecidos.

Possui atividade imunomoduladora, inibindo a ativação excessiva do sistema imunitário e prevenindo danos tecidulares, contribui para a atividade antihistamínica e estimula a atividade de células da imunidade inata e adquirida, nomeadamente através da diferenciação de células T, modulação da síntese de citocinas e da expressão de moléculas adesivas, conferindo uma maior resistência a infeções. Diversos estudos indicam que a Vitamina C poderá aliviar ou prevenir infeções causadas por bactérias, vírus e protozoários. A constipação comum, é o exemplo mais bem estudado, tendo ficado estabelecido que a suplementação com Vitamina C reduz efetivamente a duração da sintomatologia. Vários outros estudos também demonstram uma ação antimicrobiana proveniente da Vitamina C, podendo ser útil no tratamento de infeções urinárias. Atua através da inibição do crescimento de S. aureus, E. faecalis, H. pylori, Campylobacter, Mycobacterium, E. coli, K. pneumomoniae e Aspergillus, potencia a ação de alguns antibióticos e impede o desenvolvimento de biofilmes. Desta forma, a deficiência em Vitamina C pode comprometer a imunidade e levar a uma maior suscetibilidade às infeções.

A Vitamina C intervém no metabolismo produtor de energia, contribuindo para a redução da sensação de cansaço e de fadiga. Um estudo que relacionou o pool de Vitamina C com o desempenho físico e o stress oxidativo, concluiu que baixos níveis de Vitamina C estão associados a baixo desempenho físico, e que a suplementação com Vitamina C reduz o stress oxidativo e pode aumentar o desempenho físico, em estados de hipovitaminose10.

A vitamina C é também um cofator essencial na biossíntese de colagénio, contribuindo para a vitalidade da pele e cabelo. Esta vitamina contribui para o crescimento de células papilares de cabelo humano, e como desempenha um papel essencial na absorção de ferro, pode ser especialmente relevante no tratamento da queda de cabelo associada à carência deste mineral. O seu caráter antioxidante é especialmente importante ao nível da pele, pois apesar da vitamina C não conseguir absorver a luz UV, desempenha uma ação fotoprotetora que favorece a neutralização dos radicais livres, cuja acumulação pode levar ao fotoenvelhecimento e à formação precoce de rugas. Desempenha ainda uma ação reequilibrante do ponto de vista hídrico, potenciando a suavidade e elasticidade da pele. Para além disto, o ácido ascórbico, ao interagir com os iões de cobre e inibir a ação das enzimas tirosinases – enzimas implicadas na formação de manchas na pele, diminuindo assim a formação deste pigmento cutâneo, ajudando a minimizar situações de hiperpigmentação.

A deficiência em Vitamina C afeta o normal metabolismo do corpo sendo um fator de risco para a saúde, especialmente nos casos mais severos, podendo resultar em escorbuto, situação potencialmente fatal. O escorbuto é caracterizado pelo enfraquecimento das estruturas de colagénio, resultando em má cicatrização de feridas e diminuição da imunidade, estando o organismo mais suscetível à ocorrência de infeções potencialmente fatais, como pneumonia. A deficiência severa e prolongada de Vitamina C também poderá ocasionar alterações oculares resultantes de hemorragias subconjuntivais e orbitais, uma vez que esta vitamina auxilia na manutenção da integridade dos vasos sanguíneos e tecidos conjuntivos, além de suprimir os radicais livres gerados pela elevada atividade metabólica. Portanto, a suplementação de vitamina C é essencial em caso de défice para a manutenção da saúde. As necessidades diárias de Vitamina C também estão aumentadas em pacientes com condições como gengivite, asma, glaucoma, distúrbios de colagénio, insolação, artrite, infeções (pneumonia, sinusite, febre reumática) e doenças crónicas, distúrbios vasculares e queimaduras graves, sendo necessário suplementar para além do VRN em casos de infeção, para compensar o aumento da resposta inflamatória2. Alguns especialistas acreditam que as doses diárias recomendadas (80 mg) são baixas para suportar a função ótima da Vitamina C. A suplementação com esta vitamina é bem tolerada e segura, sem risco de toxicidade.

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A Vitamina E ou α-tocoferol é antioxidante lipossolúvel, que não sendo produzido pelo nosso organismo, é obtido exclusivamente através da alimentação. Está sobretudo presente em alimentos com uma maior componente lipídica, tal como os amendoins, as amêndoas, as sementes, os pistácios, as nozes, entre outros, podendo também ser obtida através do consumo de suplementos alimentares1. No corpo humano, a Vitamina E é armazenada no tecido adiposo, mas está presente de forma úbiqua nas membranas celulares, contribuindo para a sua fluidez, integridade e função. Por contribuir para a integridade membranar, impede o extravasamento de material intracelular, situação que comprometeria o adequado funcionamento do organismo. Sendo um potente antioxidante, garante proteção contra a oxidação lípidica e favorece a reparação membranar, especialmente relevante nas células naturalmente mais expostas ao stress oxidativo, como é o caso das células musculares.

A sua potente bioactividade antioxidante tem-se revelado útil em formulações cosméticas, já que constitui uma das defesas primárias da pele contra o stress oxidativo, especialmente quando induzido pela exposição aos raios UV e aos agentes poluentes. Vários estudos clínicos demonstraram que a aplicação tópica de vitamina E, após a exposição solar, reduz significativamente as respostas cutâneas agudas como o eritema ou o edema. Quando consegue atuar nas camadas dérmicas, onde ocorre o stress oxidativo, esta vitamina protege contra o fotoenvelhecimento e mantém a integridade da rede cutânea de colagénio, tendo sido comprovado o efeito antioxidante sinérgico das vitaminas C e E na fotoproteção. Por este motivo, quando incluída em formulações cosméticas como agente antienvelhecimento, a Vitamina E contribui para a redução das linhas finas, rugas e flacidez induzidas pelo fotoenvelhecimento. Simultaneamente, a sua ação hidratante contribui para uma maior elasticidade e suavidade da pele.

A ação anti-inflamatória da Vitamina E contribui para uma maior proteção das células e do organismo, especialmente por prevenir a agregação plaquetária, inibir a produção de tromboxano, favorecer a libertação de prostaciclina (ação vasodilatadora) e diminuir os níveis de Vitamina K1, atuando na prevenção da aterosclerose10 e no consequente surgimento de doenças cardiovasculares, tendo ainda demonstrado um potencial papel anticarcinogénico.

Ao nível da visão, foi demonstrado que a Vitamina E potencia a capacidade antioxidante da Luteína, protegendo o pigmento das células epiteliais da retina, concentrando-se nos segmentos externos das membranas fotorrecetoras. Poderá ajudar a prevenir alterações prejudiciais da córnea e conjuntiva, ao participar na proteção da retina de danos oxidativos, particularmente os provenientes da exposição à luz azul. As suas características antioxidantes poderão ser úteis no retardar do desenvolvimento de cataratas e degeneração macular (opacificação), pelo que é uma vitamina tipicamente incluída em suplementos alimentares relacionados com a visão.

Sendo rara a deficiência de Vitamina E, a sua carência pode ocorrer em pessoas com má absorção de gordura, defeitos genéticos específicos ou quando expostas a malnutrição severa. A hipovitaminose severa resulta em anomalias neuromusculares, miopatias e pode comprometer vários aspetos da resposta imunitária. Os efeitos benéficos da suplementação com Vitamina E relacionam-se especialmente com a prevenção da sua deficiência. No entanto, estão identificados vários casos que beneficiam da suplementação acima das doses recomendadas como, por exemplo, na estimulação da função imunitária (mediada por células T) e na modulação dos processos degenerativos relacionados com envelhecimento na prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, como as doenças reumáticas, ou em doentes asmáticos, uma vez que esta vitamina está diminuída nos fluidos das vias aéreas destes pacientes.

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A Vitamina B6 (Piridoxina) é há muito considerada um cofator enzimático de relevo na síntese de neurotransmis­sores (triptofano), mantendo em bom estado a função cerebral. Para além de ser essencial na formação de serotonina e norepinefrina, de gran­de influência no humor, e para a formação de melatonina, que ajuda na regulação do ciclo do sono.

Mais recentemente, é considerada também um poderoso antioxidante de elevada importância para o bem-estar das células, protegendo-as contra o stress oxidativo.

Esta vitamina contribui para a regulação da atividade hormonal e forma­ção normal de glóbulos vermelhos, para a síntese da cisteína e da homocisteína e para o adequado funcionamento do sistema imunitário, nervoso e função cognitiva.

Para além de ser importante no desenvolvimento e manutenção da pele, estando também presente em vários produtos para o cabelo e unhas, tendo demonstrado melhorias na aparência dos mesmos 2,3.

Esta vitamina intervém no normal metabolismo de proteínas, glicogénio e na produção de energia, contribuindo para a redução do cansaço e da fadiga.

Pode ser obtida da carne, lacticínios, feijões, frutos secos, batatas e variadas frutas e legumes. Por isso, a sua carência é rara em países desenvolvidos, contudo poderá ocorrer em utilizadoras de contracetivos orais e outros fármacos, fumadores, alcoólicos, celíacos ou dia­béticos.

Baixos níveis de Vitamina B6 estão associados a aumento do risco de doença cardiovascular e cancro, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Estudos publicados demonstram que a inflamação e doenças inflamatórias estão associadas a reduções dos níveis plasmáticos desta vitamina até 50% e que a suplementação melhora parâmetros imunológicos.

O aporte adequado de Vitamina B6 contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso e função psicológica, para o sistema imunitário, para a regulação da atividade hormonal e síntese normal da cisteína e da homocisteína. Para além disso, tendo um papel relevante no metabolismo produtor de energia e para a formação de glóbulos vermelhos. A Vitamina B6 contribui para a redução do cansaço e da fadiga e para a manutenção do cabelo, pele e unhas normais.

Bibliografia:

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