Spell Vitamínico

(1 avaliação de cliente)

24,00 

Suplemento alimentar com: Vitamina C, Colina, Inositol, Vitamina B3, Vitamina E, Vitamina B2, Vitamina B6, Vitamina B1, Vitamina A, Vitamina B7, Vitamina D3 e Vitamina B12.

Apresentação: frasco com 200 ml

REF: 20175.SP Categorias: ,
IngredientesToma Diária: 5 ml
Tomas por embalagem: 40
%VRN*Toma Diária: 10 ml
Tomas por embalagem: 20
%VRN*
Vitamina C (ácido ascórbico)40 mg50%80 mg100%
Bitartaro Colina13,35 mg**26,7 mg
Inositol8,35 mg**16,7 mg
Vitamina B3 (niacida)8 mg NE50%16 mg NE100%
Vitamina E (acetato d-alfa-tocoferol)6 mg α-TE50%12 mg α-TE100%
Vitamina B2 (fosfato de riboflavina)0,7 mg50%1,4 mg100%
Vitamina B6 (cloridrato de piridoxina)0,7 mg50%1,4 mg100%
Vitamina B1 (tiamina)0,55 mg50%1,1 mg100%
Vitamina A (palmitato de retinol)400 μg RE50%800 μg RE100%
Folato (ácido fólico)100 µg50%200 µg100%
Vitamina B7 (biotina)25 µg50%50 µg100%
Vitamina D3 (colecalciferol)2,5 µg50%5 µg100%
Vitamina B12 (cianocobalamina)1,25 µg50%2,5 µg100%
*VRN estabelecida pelo Regulamento (UE) Nº 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Outubro de 2011. **VRN (valor de referência nutricional não estabelecida)

Informações Complementares

Crianças dos 6-12 anos: Tomar 5 ml por dia.
Crianças a partir dos 12 anos e adultos: Tomar 10 ml por dia.

Água; Ácido L-ascórbico (Vitamina C); Aroma; Acetato de DL-alfa-tocoferilo (Vitamina E); Bitartarato de colina; Conservante: Sorbato de potássio; Inositol; Nicotinamida (Vitamina B3); Antioxidante: Galhato de propilo; Edulcorante: Stevia rebaudiana; Riboflavina (Vitamina B2); Cloridrato de Piridoxina (Vitamina B6); Cloridrato de Tiamina (Vitamina B1); Retinol (Vitamina A); Ácido pteroilmonoglutâmico (Folato); D-biotina; Colecalciferol (Vitamina D3); Cianocobalamina (Vitamina B12).

✔ A vitamina C e a niacida contribuem para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal dos vasos sanguíneos.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal dos ossos.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal das cartilagens.
✔ A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal da pele.
✔ A vitamina C, a vitamina B2, a vitamina B6, a vitamina B12, a biotina e a tiamina contribuem para o normal metabolismo produtor de energia.
✔ A vitamina C, a vitamina E e a riboflavina contribuem para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis.
✔ A vitamina C, a vitamina B6, a vitamina B12, a niacida e a riboflavina contribuem para a redução do cansaço e da fadiga.
✔ A vitamina C, a vitamina A e a riboflavina aumentam a absorção de ferro.
✔ A vitamina C, a vitamina B2, a vitamina B6, a vitamina B12, a vitamina D, a biotina, a tiamina e a niacida contribuem para o normal funcionamento do sistema nervoso.
✔ A vitamina A, a vitamina C, a vitamina B6 e a vitamina B12 contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário.
✔ A vitamina C contribui para a regeneração da forma reduzida da vitamina E.
✔ A colina e a vitamina B12 contribuem para o normal metabolismo da homocisteína.
✔ A colina contribui para o normal metabolismo dos lípidos.
✔ A colina contribui para a manutenção de uma função hepática.
✔ A biotina, tiamina, a niacina, a vitamina B6 e a vitamina B12 contribuem para uma normal função psicológica.
✔ A biotina, niacina, a vitamina A e a vitamina B2 contribuem para a manutenção de mucosas normais.
✔ A a vitamina A, a biotina, a niacina e a riboflavina contribuem para a manutenção de uma pele normal.
✔ A riboflavina, a vitamina B6 e a vitamina B12 contribui para a manutenção de glóbulos vermelhos normais.
✔ A riboflavina e a vitamina A contribuem para a manutenção de uma visão normal.
✔ A vitamina B6 contribui para a síntese normal da cisteína.
✔ A vitamina B6 contribui para o normal metabolismo da homocisteína.
✔ A vitamina B6 contribui para o metabolismo normal das proteínas e do glicogénio.
✔ A vitamina B6 contribui para a regulação da atividade hormonal.
✔ A tiamina contribui para o normal funcionamento do coração.
✔ A vitamina A contribui para o processo de diferenciação celular.
✔ A biotina contribui para o normal metabolismo dos macronutrientes.
✔ A biotina contribui para a manutenção de um cabelo normal.
✔ A vitamina D contribui para a normal absorção/utilização do cálcio e do fósforo.
✔ A vitamina D contribui para níveis normais de cálcio no sangue.
✔ A vitamina D contribui para a manutenção do normal funcionamento muscular.
✔ A vitamina D contribui para a manutenção de ossos normais.
✔ A vitamina D contribui para a manutenção de dentes normais.
✔ A vitamina D e a vitamina B12 contribuem para o processo de divisão celular.

Agitar antes de tomar. Não exceder a toma diária recomendada. Os suplementos alimentares não devem ser utilizados como substitutos de um regime alimentar variado. É importante um regime alimentar equilibrado e um modo de vida saudável. Em caso de gravidez ou amamentação a toma deve ser feita sob indicação médica. O produto não deve ser utilizado no caso de hipersensibilidade, alergia e quando estejam descritas interações de outro produto com qualquer um dos constituintes da formulação. Preservar ao abrigo da luz, do calor e da humidade. Conservar em local seco na embalagem original e a temperatura inferior a 25ºC. Manter fora do alcance e da visão das crianças.

Apesar de integralmente sustentada em fontes de referência com reconhecido valor e prestígio nacional e internacional, a informação contida nestas páginas não pode ser considerada como exaustiva ou, apesar de todos os esforços de melhoria contínua, isenta de incorreções inadvertidas. As plantas e seus derivados utilizados na preparação de suplementos alimentares têm efeitos nutricionais, e podem interagir com medicamentos e outros suplementos. A sua inclusão em produtos para consumo humano obriga à prévia determinação de segurança, porém, essa segurança depende de uma utilização responsável. A Spell One e Biovip não assume qualquer responsabilidade por problemas decorrentes da má utilização da informação disponibilizada. Se precisar de aconselhamento específico, deverá recorrer diretamente a um profissional devidamente qualificado.

Principais Ingredientes

A Vitamina C – ácido ascórbico, é uma vitamina essencial hidrossolúvel e um cofator essencial para a biossíntese de colagénio, intervém no metabolismo da carnitina, das catecolaminas e na absorção de Ferro, desempenhado um papel importante na saúde. O organismo humano é incapaz de a sintetizar e, por isso, deve ser subministrada de forma exógena através da alimentação, nomeadamente pelo consumo de frutas e vegetais, ou de suplementação.

Antioxidante de excelência, garante a proteção das biomoléculas existentes no nosso organismo contra os danos oxidativos causados por metabolitos pró-oxidantes, gerados pelo metabolismo celular ou pela exposição a toxinas e poluentes. Tendo a Vitamina C um elevado potencial anti-inflamatório e um carácter protetor contra a ocorrência de danos oxidativos, o seu aporte adequado desempenha um papel relevante na prevenção e na progressão de várias doenças crónicas e agudas, sobretudo em condições nas quais o stress oxidativo é elevado, como ocorre no caso das infeções. No entanto, muitos dos efeitos benéficos da ingestão de Vitamina C não estão ainda totalmente esclarecidos.

Possui atividade imunomoduladora, inibindo a ativação excessiva do sistema imunitário e prevenindo danos tecidulares, contribui para a atividade antihistamínica e estimula a atividade de células da imunidade inata e adquirida, nomeadamente através da diferenciação de células T, modulação da síntese de citocinas e da expressão de moléculas adesivas, conferindo uma maior resistência a infeções. Diversos estudos indicam que a Vitamina C poderá aliviar ou prevenir infeções causadas por bactérias, vírus e protozoários. A constipação comum, é o exemplo mais bem estudado, tendo ficado estabelecido que a suplementação com Vitamina C reduz efetivamente a duração da sintomatologia. Vários outros estudos também demonstram uma ação antimicrobiana proveniente da Vitamina C, podendo ser útil no tratamento de infeções urinárias. Atua através da inibição do crescimento de S. aureus, E. faecalis, H. pylori, Campylobacter, Mycobacterium, E. coli, K. pneumomoniae e Aspergillus, potencia a ação de alguns antibióticos e impede o desenvolvimento de biofilmes. Desta forma, a deficiência em Vitamina C pode comprometer a imunidade e levar a uma maior suscetibilidade às infeções.

A Vitamina C intervém no metabolismo produtor de energia, contribuindo para a redução da sensação de cansaço e de fadiga. Um estudo que relacionou o pool de Vitamina C com o desempenho físico e o stress oxidativo, concluiu que baixos níveis de Vitamina C estão associados a baixo desempenho físico, e que a suplementação com Vitamina C reduz o stress oxidativo e pode aumentar o desempenho físico, em estados de hipovitaminose.

A vitamina C é também um cofator essencial na biossíntese de colagénio, contribuindo para a vitalidade da pele e cabelo. Esta vitamina contribui para o crescimento de células papilares de cabelo humano, e como desempenha um papel essencial na absorção de ferro, pode ser especialmente relevante no tratamento da queda de cabelo associada à carência deste mineral. O seu caráter antioxidante é especialmente importante ao nível da pele, pois apesar da vitamina C não conseguir absorver a luz UV, desempenha uma ação fotoprotetora que favorece a neutralização dos radicais livres, cuja acumulação pode levar ao fotoenvelhecimento e à formação precoce de rugas. Desempenha ainda uma ação reequilibrante do ponto de vista hídrico, potenciando a suavidade e elasticidade da pele. Para além disto, o ácido ascórbico, ao interagir com os iões de cobre e inibir a ação das enzimas tirosinases – enzimas implicadas na formação de manchas na pele, diminuindo assim a formação deste pigmento cutâneo, ajudando a minimizar situações de hiperpigmentação.

A deficiência em Vitamina C afeta o normal metabolismo do corpo sendo um fator de risco para a saúde, especialmente nos casos mais severos, podendo resultar em escorbuto, situação potencialmente fatal. O escorbuto é caracterizado pelo enfraquecimento das estruturas de colagénio, resultando em má cicatrização de feridas e diminuição da imunidade, estando o organismo mais suscetível à ocorrência de infeções potencialmente fatais, como pneumonia. A deficiência severa e prolongada de Vitamina C também poderá ocasionar alterações oculares resultantes de hemorragias subconjuntivais e orbitais, uma vez que esta vitamina auxilia na manutenção da integridade dos vasos sanguíneos e tecidos conjuntivos, além de suprimir os radicais livres gerados pela elevada atividade metabólica. Portanto, a suplementação de vitamina C é essencial em caso de défice para a manutenção da saúde. As necessidades diárias de Vitamina C também estão aumentadas em pacientes com condições como gengivite, asma, glaucoma, distúrbios de colagénio, insolação, artrite, infeções (pneumonia, sinusite, febre reumática) e doenças crónicas, distúrbios vasculares e queimaduras graves, sendo necessário suplementar para além do VRN em casos de infeção, para compensar o aumento da resposta inflamatória. Alguns especialistas acreditam que as doses diárias recomendadas (80 mg) são baixas para suportar a função ótima da Vitamina C. A suplementação com esta vitamina é bem tolerada e segura, sem risco de toxicidade.

Bibliografia

1. Du L Da, Kong XY, Du GH. Vitamin C. Natural Small Molecule Drugs from Plants. 2018: 653-658.
2. Carr AC, Maggini S. Vitamin C and immune function. Nutrients. 2017; 9(1211):1-25.
3. Muhammad Abdullah; Radia T. Jamil; Fibi N. Attia. Vitamin C (Ascorbic Acid). https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499877/. Published 2019. Accessed February 28, 2020.
4. Grosso G, Bei R, Mistretta A, et al. Effects of vitamin C on health: A review of evidence. Front Biosci. 2013;18:1017-1029.
5. Schlueter AK, Johnston CS. Vitamin C: overview and update. Complement Health Pract Rev. 2011;16(1):49-57.
6. Chambial S, Dwivedi S, Shukla KK, et al. Vitamin C in disease prevention and cure: an overview. Indian J Clin Biochem. 2013;28(4):314-328.
7. Hemilä H, Chalker E. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2013.
8. Montorsi F, Gandaglia G, Salonia A, et al. Effectiveness of a combination of Cranberries, Lactobacillus rhamnosus, and Vitamin C for the management of recurrent urinary tract infections in women: results of a pilot study. Eur Urol. 2016.
9. Hussain A, Tabrez E, Peela JR, et al. Vitamin C: a preventative, therapeutic agent against Helicobacter pylori. Cureus. 2018.
10. Paschalis V, Theodorou AA, Kyparos A, et al. Low vitamin C values are linked with decreased physical performance and increased oxidative stress: reversal by vitamin C supplementation. Eur J Nutr. 2016; 55:45-53.
11. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. Nutrition for healthy skin: strategies for clinical and cosmetic practice. 2011.
12. Almohanna HM, Ahmed AA, Tsatalis JP, et al. The role of vitamins and minerals in hair loss: a review. Dermatol Ther (Heidelb). 2019; 9(1):51-70.
13. Telang PS. Vitamin C in dermatology. Indian Dermatol Online J. 2013; 4(2):143-146.
14. Al-Niami F, Yi Zhen Chiang N. Topical Vitamin C and the skin : mechanisms of action and clinical applications. J Clin Aesthethetic Dermatology. 2017; 10(7):14-17.
15. McCusker MM, Durrani K, Payette MJ, et al. An eye on nutrition: the role of vitamins, essential fatty acids, and antioxidants in age-related macular degeneration, dry eye syndrome, and cataract. Clin Dermatol. 2016; 34:276-285.
16. Whatham A, Bartlett H, Eperjesi F, et al. Vitamin and mineral deficiencies in the developed world and their effect on the eye and vision. Ophthalmic Physiol Opt. 2008.
17. Mousavi S, Bereswill S, Heimesaat MM. Immunomodulatory and antimicrobial effects of vitamin C. Eur J Microbiol Immunol. 2019.

O bitartarato de colina ou colina é um nutriente diretamente relacionado com a função cerebral, já que é precursor da acetilcolina, ajudando a melhorar a memória e facilitando a aprendizagem. Além disso, também ajuda na desintoxicação do organismo e melhora o funcionamento do fígado.

A colina é produzida em pequenas quantidades pelo organismo, no entanto é importante obter esse nutriente através da alimentação, sendo principalmente encontrado na gema de ovo ou na forma de suplementação alimentar.

É precursora da síntese de componentes essenciais para a membrana célula, como os fosfolipídeos, fosfatidilcolina e esfingomielina, que formam parte da estrutura da célula e influenciam nas suas ações, como sinalização intracelular e exportação hepática de lipoproteínas de baixa densidade.

Reduz as concentrações de homocisteína, uma substância que está relacionada ao dano cerebral e outras doenças crônicas. Estudos têm demonstrado que este composto (homocisteína) se encontra em elevada quantidade em doenças degenerativas como o Alzheimer, demência, doença de Parkinson, epilepsia, doenças cardiovasculares e cancro.

Pode diminuir a inflamação do organismo, devido à diminuição de marcadores de inflamação como proteína C reativa, interleucinas e fator de necrose tumoral enquanto ajuda na síntese de lípidos, regulação de vias metabólicas e desintoxicação do organismo, impactando a função do fígado e evitando doenças como fígado gordo.

Bibliografia:

1. Zeisel Steven and Da Costa Kerry-Ann. Choline: An Essential Nutrient for Public Health. Nutrition Reviews. 67. 11; 615-623, 2009.
2. Zeisel S.H. The fetal origins of memory: The role of dietary choline in optimal brain development. J Pediatr. 2006;149:S131136.
3. Leermakers E.T., Moreira E.M., Kiefte-de J.C., Darweesh S.K., Visser T., Voortman T., Bautista P.K., Chowdhury R., Gorman D., Bramer W.M., et al. Effects of choline on health across the life course: A systematic review. Nutr. Rev. 2015;73:500–522.
4. Buchman A.L., Moukarzel A., Jenden D.J., Roch M., Rice K., Ament M.E. Low plasma free choline is prevalent in patients receiving long term parenteral nutrition and is associated with hepatic aminotransferase abnormalities. Clin. Nutr. 1993;12:33–37.
5. Zeisel S.H., Da Costa K.A., Franklin P.D., Alexander E.A., Lamont J.T., Sheard N.F., Beiser A. Choline, an essential nutrient for humans. FASEB J. 1991;5:2093–2098.
6. European Food Safety Authority Dietary reference values for choline. EFSA J. 2016;14:e04484.
7. Romano K.A., Vivas E.I., Amador-Noguez D., Rey F.E. Intestinal microbiota composition modulates choline bioavailability from diet and accumulation of the proatherogenic metabolite trimethylamine-N-oxide. MBio. 2015;6:e02481.
8.Wu B.T., Dyer R.A., King D.J., Richardson K.J., Innis S.M. Early second trimester maternal plasma choline and betaine are related to measures of early cognitive development in term infants. PLoS ONE. 2012;7:e43448.

O inositol é um tipo de carboidrato, derivado do metabolismo da glicose, que é popularmente conhecido como uma vitamina do complexo B, estando presente em muitos suplementos nutricionais. 

O inositol é importante para o funcionamento das células, metabolismo de gorduras, funcionamento da insulina e do sistema nervoso, sendo indicado para auxiliar no tratamento da diabetes, síndrome dos ovários policísticos ou depressão, por exemplo.

Os inositóis são um grupo de compostos envolvidos na sinalização hormonal, incluindo o TSH.

O inositol é especialmente benéfico para a saúde da tireoide, usado para diminuir os níveis de TSH.

Estudos mostram que o inositol e o selénio suportam o bom funcionamento da tireoide, especialmente no Hashimoto, diminuindo o ataque dos anticorpos e ajuda no hipotireoidismo subclínico e nos nódulos da tireoide.

Biliografia:

1. Barbaro D, Orrù B, Unfer V. Iodine and Myo-Inositol: A Novel Promising Combination for Iodine Deficiency. Front Endocrinol (2019) 10:457.
2. Garber JR, Cobin RH, Gharib H, Hennessey JV, Klein I, Mechanick JI, et al.. Clinical Practice Guidelines for Hypothyroidism in Adults: Cosponsored by the American Association of Clinical Endocrinologists and the American Thyroid Association. Thyroid (2012) 22(12):1200–35.

A Niacina refere-se a nicotinamida, ácido nicotínico e derivados que exibem atividade biológica da ni­cotinamida, e é essencial para a formação de coenzimas (NAD, NADP) com funções indispensáveis nas reações de oxidação-redução envolvidas no catabolismo de glicose, ácidos gordos, corpos cetónicos e aminoácidos.

Considerada a principal vitamina B na saúde humana, fontes importantes incluem carnes, fari­nhas, ovos e leite. Sendo que a Niacina contribui para o normal metabolismo produtor de energia, o seu papel no metabolismo contribui para a redução do cansaço e da fadiga, desempenhando ainda um papel importante para a manutenção de uma pele e mucosas normais.

A carência de Vitamina B3 resulta numa condição denominada de pelarga que engloba uma tríade de sintomatologia incluindo demência, diarreia e dermatite, podendo mesmo resultar em morte. Pode estar, ainda, associada ao aparecimento de episódios depressivos. Apesar desta condição ser pouco comum nos dias de hoje, determinadas populações de risco podem sofrer de carência nesta vitamina, o que se pode dever a condições genéticas, alcoolismo, mal absorção intestinal, interação com determinados medicamentos ou baixo consumo de fontes alimentares que a contenham.

É ainda necessária para a respiração celular e libertação de energia, circulação adequa­da, manutenção de uma pele saudável, funcionamento do sistema nervoso e função psicológica e normal secreção de bílis e fluidos estomacais. Utilizada também no tratamento de pelagra, esquizofrenia e outros distúrbios mentais, como intensificador de memória e melhoria do perfil lipídico, no tratamento de doenças cardiovascu­lares.

Bibliografia:

1. Conze DB, Crespo-Barreto J, Kruger CL. Safety assessment of nicotinamide riboside, a form of Vitamin B3. Hum Exp Toxicol. 2016:1-12. doi:10.1177/0960327115626254
2. Bhalla TC, Savitri. Vitamin B3, Niacin. In: Industrial Biotechnology of Vitamins, Biopigments, and Antioxidants. ; 2016. doi:10.1002/9783527681754.ch3
3. Badawy AAB. Pellagra and alcoholism: A biochemical perspective. Alcohol Alcohol. 2014. doi:10.1093/alcalc/agu010

A Vitamina E ou α-tocoferol é antioxidante lipossolúvel, que não sendo produzido pelo nosso organismo, é obtido exclusivamente através da alimentação. Está sobretudo presente em alimentos com uma maior componente lipídica, tal como os amendoins, as amêndoas, as sementes, os pistácios, as nozes, entre outros, podendo também ser obtida através do consumo de suplementos alimentares. No corpo humano, a Vitamina E é armazenada no tecido adiposo, mas está presente de forma úbiqua nas membranas celulares, contribuindo para a sua fluidez, integridade e função. Por contribuir para a integridade membranar, impede o extravasamento de material intracelular, situação que comprometeria o adequado funcionamento do organismo. Sendo um potente antioxidante, garante proteção contra a oxidação lípidica e favorece a reparação membranar, especialmente relevante nas células naturalmente mais expostas ao stress oxidativo, como é o caso das células musculares.

A sua potente bioactividade antioxidante tem-se revelado útil em formulações cosméticas, já que constitui uma das defesas primárias da pele contra o stress oxidativo, especialmente quando induzido pela exposição aos raios UV e aos agentes poluentes. Vários estudos clínicos demonstraram que a aplicação tópica de vitamina E, após a exposição solar, reduz significativamente as respostas cutâneas agudas como o eritema ou o edema. Quando consegue atuar nas camadas dérmicas, onde ocorre o stress oxidativo, esta vitamina protege contra o fotoenvelhecimento e mantém a integridade da rede cutânea de colagénio5, tendo sido comprovado o efeito antioxidante sinérgico das vitaminas C e E na fotoproteção. Por este motivo, quando incluída em formulações cosméticas como agente antienvelhecimento, a Vitamina E contribui para a redução das linhas finas, rugas e flacidez induzidas pelo fotoenvelhecimento. Simultaneamente, a sua ação hidratante contribui para uma maior elasticidade e suavidade da pele.

A ação anti-inflamatória da Vitamina E contribui para uma maior proteção das células e do organismo, especialmente por prevenir a agregação plaquetária, inibir a produção de tromboxano, favorecer a libertação de prostaciclina (ação vasodilatadora) e diminuir os níveis de Vitamina K1, atuando na prevenção da aterosclerose10 e no consequente surgimento de doenças cardiovasculares, tendo ainda demonstrado um potencial papel anticarcinogénico.

Ao nível da visão, foi demonstrado que a Vitamina E potencia a capacidade antioxidante da Luteína, protegendo o pigmento das células epiteliais da retina, concentrando-se nos segmentos externos das membranas fotorrecetoras. Poderá ajudar a prevenir alterações prejudiciais da córnea e conjuntiva, ao participar na proteção da retina de danos oxidativos, particularmente os provenientes da exposição à luz azul. As suas características antioxidantes poderão ser úteis no retardar do desenvolvimento de cataratas e degeneração macular (opacificação), pelo que é uma vitamina tipicamente incluída em suplementos alimentares relacionados com a visão.

Sendo rara a deficiência de Vitamina E, a sua carência pode ocorrer em pessoas com má absorção de gordura, defeitos genéticos específicos ou quando expostas a malnutrição severa. A hipovitaminose severa resulta em anomalias neuromusculares, miopatias e pode comprometer vários aspetos da resposta imunitária. Os efeitos benéficos da suplementação com Vitamina E relacionam-se especialmente com a prevenção da sua deficiência. No entanto, estão identificados vários casos que beneficiam da suplementação acima das doses recomendadas como, por exemplo, na estimulação da função imunitária (mediada por células T) e na modulação dos processos degenerativos relacionados com envelhecimento na prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, como as doenças reumáticas, ou em doentes asmáticos, uma vez que esta vitamina está diminuída nos fluidos das vias aéreas destes pacientes.

Bibliografia:

1. Traber MG. Vitamin E regulatory mechanisms. Annu Rev Nutr. 2007; 27: 347-362.
2. Batista EDS, Costa AGV, Pinheiro-Sant’Ana HM. Adding vitamin E to foods: implications for the foods and for human health. Rev Nutr. 2007; 20(5):525-535.
3. Raederstorff D, Wyss A, Calder PC, et al. Vitamin E function and requirements in relation to PUFA. Br J Nutr. 2015;114:1113-1122.
4. Jiang Q. Natural forms of vitamin E: metabolism, antioxidant, and anti-inflammatory activities and their role in disease prevention and therapy. Free Radic Biol Med. 2014;72:76-90.
5. Thiele JJ, Hsieh SN, Ekanayake-Mudiyanselage S. Vitamin E: critical review of its current use in cosmetic and clinical dermatology. Dermatol Surg. 2005;31(7 Pt 2):805-813.
6. Al-Niami F, Yi Zhen Chiang N. Topical Vitamin C and the Skin : mechanisms of action and Clinical Applications. J Clin Aesthethetic Dermatology. 2017;10(7):14-17
7. Thiele JJ, Ekanayake-Mudiyanselage S. Vitamin E in human skin: organ-specific physiology and considerations for its use in dermatology. Mol Aspects Med. 2007;28:646-667.
8. Thiele JJ, Hsieh SN, Ekanayake-Mudiyanselage S. Vitamin E: critical review of its current use in cosmetic and clinical dermatology. Dermatol Surg. 2005;31:805-813.
9. Montenegro L, Rapisarda L, Ministeri C, et al. Effects of lipids and emulsifiers on the physicochemical and sensory properties of cosmetic emulsions containing vitamin E. Cosmetics. 2015; 2:35-47.
10. Rizvi S, Raza ST, Ahmed F, et al. The role of Vitamin E in human health and some diseases. Sultan Qaboos Univ Med J. 2014.
11. Miller ER, Pastor-Barriuso R, Dalal D, et al. Meta-analysis: high-dosage vitamin E supplementation may increase all-cause mortality. Ann Intern Med. 2005.
12. Whatham A, Bartlett H, Eperjesi F, et al. Vitamin and mineral deficiencies in the developed world and their effect on the eye and vision. Ophthalmic Physiol Opt. 2008; 28(1):1-12.
13. McCusker MM, Durrani K, Payette MJ, et al. An eye on nutrition: the role of vitamins, essential fatty acids, and antioxidants in age-related macular degeneration, dry eye syndrome, and cataract. Clin Dermatol. 2016;34:276-285.
14. Brigelius-Flohé RBF, Traber MG. Vitamin E: function and metabolism. FASEB J. 1999;13:1145-1155.
15. Biasebeti MDBC, Rodrigues ID, Mazur CE. Relação do consumo de vitaminas e minerais com o sistema imunitário: uma breve revisão. Visão Académica. 2018; 19(1):130-136.

A Riboflavina é um nutriente essencial, atuando como coenzima em diversas funções, nomeadamente no metabolismo produtor de energia, para além da sua capacidade de prote­ção antioxidante.

Pode ser encontrada em ovos, lacticínios, carne magra e vegetais verdes.

A sua carência é mais prevalente em países subdesenvolvidos, contudo, atletas, pessoas com cancro, doença cardíaca congénita, hipotiroidismo, gravidez/amamentação, idade avançada, alimentação vegetaria­na, doença hepática ou renal, infeções prolongadas, medicação com determinados antidepressivos (tricíclicos) e antibióticos (tetracíclicos) ou consumo excessivo de álcool, têm maior risco de carência. O défice em Vitamina B2 tem implicações na eficácia de outras vitaminas, pois as flavoenzimas estão diretamente ligadas ao seu metabolismo, nomeadamente da vitamina B12, B9, B3, B6, K e D, afetando ainda a absorção de Ferro, o metabolismo do triptofano, disfunção mitocondrial, do trato gastroin­testinal e cerebral.

Consequências incluem: dor de garganta, hiperemia, edema oral e das membranas mucosas, queda de cabelo, cataratas, enxaqueca, anemia, dermatite seborreica e comprometimento da função nervosa.

A vitamina B2 atua como antioxidante contra o stress oxidativo, especialmente contra a peroxidação lipídica e lesão oxidativa de reperfusão, podendo atuar no ciclo da glutationa ou outros mecanismos de reforço do efeito de outros antioxidantes, como a vitamina C.

Existe, ainda, interesse no papel que a Riboflavina desempenha na determinação das concentrações de homocisteí­na, fator de risco de comprometimento cognitivo, complicações de gravidez e doença cardiovascular, sugerindo os estudos que esta poderá inibir a progressão de AVC e proteger o tecido cerebral de lesões isquémicas.

Quando necessária, a sua suplementação com 5 a 10 vezes a dose diária recomendada é apropriada, não devendo, no entanto, ser prolongada por potencial fotorreativo.

O aporte adequado de Riboflavina contribui para a manutenção de visão, pele, mucosas e glóbulos vermelhos normais, bem como para o bom funcionamento do sistema nervoso e redução do cansaço e da fadiga.

Bibliografia:

1. Ashoori M, Saedisomeolia A. Riboflavin (vitamin B2) and oxidative stress: A review. Br J Nutr. 2014;111:1985-1991. doi:10.1017/S0007114514000178
2. Powers HJ. Riboflavin (vitamin B-2) and health. Am J Clin Nutr. 2003;77:1352-1360. doi:10.1093/ajcn/77.6.1352
3. Thakur K, Tomar SK, Singh AK, Mandal S, Arora S. Riboflavin and health: A review of recent human research. Crit Rev Food Sci Nutr. 2017;57(17):3650-3660. doi:10.1080/10408398.2016.1145104
4. Bosch AM. Riboflavin. In: Principles of Nutrigenetics and Nutrigenomics: Fundamentals of Individualized Nutrition. ; 2019. doi:10.1016/B978-0-12-804572-5.00037-9

A Vitamina B6 (Piridoxina) é há muito considerada um cofator enzimático de relevo na síntese de neurotransmis­sores (triptofano), mantendo em bom estado a função cerebral. Para além de ser essencial na formação de serotonina e norepinefrina, de gran­de influência no humor, e para a formação de melatonina, que ajuda na regulação do ciclo do sono.

Mais recentemente, é considerada também um poderoso antioxidante de elevada importância para o bem-estar das células, protegendo-as contra o stress oxidativo.

Esta vitamina contribui para a regulação da atividade hormonal e forma­ção normal de glóbulos vermelhos, para a síntese da cisteína e da homocisteína e para o adequado funcionamento do sistema imunitário, nervoso e função cognitiva.

Para além de ser importante no desenvolvimento e manutenção da pele, estando também presente em vários produtos para o cabelo e unhas, tendo demonstrado melhorias na aparência dos mesmos.

Esta vitamina intervém no normal metabolismo de proteínas, glicogénio e na produção de energia, contribuindo para a redução do cansaço e da fadiga.

Pode ser obtida da carne, lacticínios, feijões, frutos secos, batatas e variadas frutas e legumes. Por isso, a sua carência é rara em países desenvolvidos, contudo poderá ocorrer em utilizadoras de contracetivos orais e outros fármacos, fumadores, alcoólicos, celíacos ou dia­béticos.

Baixos níveis de Vitamina B6 estão associados a aumento do risco de doença cardiovascular e cancro, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal. Estudos publicados demonstram que a inflamação e doenças inflamatórias estão associadas a reduções dos níveis plasmáticos desta vitamina até 50% e que a suplementação melhora parâmetros imunológico.

O aporte adequado de Vitamina B6 contribui para o normal funcionamento do sistema nervoso e função psicológica, para o sistema imunitário, para a regulação da atividade hormonal e síntese normal da cisteína e da homocisteína. Para além disso, tendo um papel relevante no metabolismo produtor de energia e para a formação de glóbulos vermelhos. A Vitamina B6 contribui para a redução do cansaço e da fadiga e para a manutenção do cabelo, pele e unhas normais.

Bibliografia:

1. Mooney S, Leuendorf JE, Hendrickson C, Hellmann H. Vitamin B6: A long known compound of surprising complexity. Molecules. 2009;14:329-351. doi:10.3390/molecules14010329
2. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. In: Nutrition for Healthy Skin: Strategies for Clinical and Cosmetic Practice. ; 2011. doi:10.1007/978-3-642-12264-4_14
3. Coburn SP, Slominski A, Mahuren JD, Wortsman J, Hessle L, Millan JL. Cutaneous metabolism of vitamin B-6. J Invest Dermatol. 2003. doi:10.1046/j.1523-1747.2003.12034.x
4. Ueland PM, McCann A, Midttun Ø, Ulvik A. Inflammation, vitamin B6 and related pathways. Mol Aspects Med. 2017;53:10-27. doi:10.1016/j.mam.2016.08.001

A Vitamina B1 ou Tiamina é uma vitamina hidrossolúvel e a sua forma biologicamente ativa, tiamina pirofosfato, é cofator no metabolismo de macronutrientes. Nomeadamente na glicólise e descarboxilação oxidativa dos hidratos de carbono para a normal produção de energia.

Para além disso, esta vitamina, é importante para o adequado funcio­namento do sistema nervoso, função cognitiva e cardiovascular. Desempenha importantes funções na função e estrutura dos nervos, intervindo na síntese de mielina e em vários tipos de neurotransmissores, como a acetilcolina e o GABA, atuando como coenzima do sistema nervoso e no metabolismo cerebral – doenças neurodegenerativas, diabetes, dis­túrbios alimentares e cancro.

Considera-se que a função mais importante da Vitamina B1 é a sua ampla contribuição para o me­tabolismo energético, como cofator essencial à conversão de hidratos de carbono em glicose, ajudando a fornecer energia às células nervosas, que são as células que mais energia consomem.

Sintomas frequentes da deficiência em B1 incluem beribéri – uma síndrome que compromete o sistema nervoso periférico, a desnutrição, a insuficiência cardíaca, a acidose láctica, a neuropatia periférica, a ata­xia e alterações oculares, progredindo para distúrbios e perda de memória e/ou psicose.

Sinais desta síndrome também se revelam ao nível do cabelo, que se torna mais fino e também alterações un­gueais, que melhoram substancialmente com a suplementação desta vitamina, pelo que está presente em diver­sos produtos para cabelo e unhas.

Esta vitamina é encontrada naturalmente em alimen­tos como a carne de porco e vaca, espinafres, pão e cereais integrais ou frutos secos7, sendo que um adulto consegue armazenar cerca de 30 g no tecido muscular, fígado e rins.

Também pode ser produzida pela microflora do intestino delgado, órgão responsável pela sua absorção. Daí que algumas situações que afetam o trato gastrointestinal possam acarretar risco de deficiência em B1, tal como alcoolismo, VIH ou cirurgia bariátrica.

Para além disto, outras situações de risco para a sua deficiência incluem desnutrição que poderá ser devida a reduzida ingestão, perda au­mentada ou comprometimento da sua absorção, que poderão existir em cenários clínicos como insuficiência cardíaca, renal ou inanição.

A deficiência de Tiamina também pode ocorrer em pessoas com obesidade, pela má qualidade da ali­mentação, consumo excessivo de alimentos açucarados e/ou consumo inadequado de cereais integrais e legumes. Daí que um reforço dos níveis de Tiamina possa ser útil no tratamento de pessoas com excesso de peso.

Em súmula, o aporte adequado de Tiamina contribui para o normal metabolismo produtor de energia, para o funcionamento do sistema nervoso, função cognitiva e memória. Tem a capacidade de fortalecer o sistema imunológico e me­lhorar a capacidade do corpo para resistir a condições de stress.

Bibliografia:

1. Frank LL. Thiamin in Clinical Practice. J Parenter Enter Nutr. 2015. doi:10.1177/0148607114565245
2. Carpenter KJ. The discovery of thiamin. Ann Nutr Metab. 2012. doi:10.1159/000343109
3. Lonsdale D. Thiamin. In: Advances in Food and Nutrition Research. ; 2018. doi:10.1016/bs.afnr.2017.11.001
4. Manzetti S, Zhang J, Van Der Spoel D. Thiamin function, metabolism, uptake, and transport. Biochemistry. 2014. doi:10.1021/bi401618y
5. Collie JTB, Greaves RF, Jones OAH, Lam Q, Eastwood GM, Bellomo R. Vitamin B1 in critically ill patients: Needs and challenges. Clin Chem Lab Med. 2017. doi:10.1515/cclm-2017-0054
6. Haneke E, Baran R. Micronutrients for hair and nails. In: Nutrition for Healthy Skin: Strategies for Clinical and Cosmetic Practice. ; 2011. doi:10.1007/978-3-642-12264-4_14
7. Chawla J, Kvarnberg D. Hydrosoluble vitamins. In: Handbook of Clinical Neurology. ; 2014:896-914. doi:10.1016/B978-0-7020-4087-0.00059-0
8. Frank LL. Thiamin in Clinical Practice. J Parenter Enter Nutr. 2015. doi:10.1177/0148607114565245
9. Kerns JC, Arundel C, Chawla LS. Thiamin De fi ciency in People with Obesity. Adv Nutr. 2015;6:147-153. doi:10.3945/an.114.007526.

O termo “Vitamina A” contempla um grupo de compostos retinoides lipossolúveis que inclui retinol, retinal e ésteres existentes na dieta como vitamina A preformada (origem animal) e precursores de vitamina A (fonte vegetal). Ambas as formas são metabolizadas pelo organismo humano às suas formas ativas (retinal e ácido retinóico) – sendo a sua maioria, armazenada no fígado. A vitamina A, não sendo sintetizada pelo organismo, deve ser obtida através da alimentação, proveniente de fontes animais (retinol – fígado, óleo de fígado de peixes, ovos e lacticínios) ou vegetais (betacaroteno – folhas verdes-escuras e laranja).

Esta vitamina, por ser essencial ao processo de diferenciação celular e transcrição genética, desempenha um papel vital na renovação celular e regeneração da pele, crescimento, reprodução, hematopoiese, visão e na imunidade1. As suas propriedades antioxidantes apoiam o combate aos radicais livres que aceleram o envelhecimento e o surgimento de algumas doenças.

Os retinóides contribuem para o bom funcionamento do sistema imunitário, estimulando a resposta e atividade das células de defesa do organismo, contribuindo para a prevenção de doenças infeciosas. Aquando da sua descoberta, a vitamina A chegou a ser denominada de “vitamina anti-infeciosa”, tendo-se posteriormente esclarecido que o seu efeito é mais relevante na recuperação de infeções (como sarampo e diarreia) do que na sua prevenção. A carência de Vitamina A compromete não apenas a imunidade inata, por impedir a normal regeneração de barreiras mucosas lesionadas e por diminuir a função de neutrófilos, macrófagos e células NK, mas também a imunidade adaptativa, interfere na diferenciação de células B e T.

No que diz respeito à visão, a vitamina A assume um papel fundamental ao processo visual, estando presente e contribuindo para a integridade do epitélio do pigmento da retina e fotorreceptores, essencial para a formação do fotopigmento, crescimento ocular e para a resposta da retina à luz. A sua insuficiência severa poderá levar ao amolecimento da córnea e perda de visão profunda.

Os sintomas mais prováveis da sua carência são xeroftalmia e/ou cegueira noturna, no entanto, a deficiência desta vitamina é rara, já que mesmo com uma dieta pobre nesta vitamina, o organismo possui reservas. No entanto, se prolongada no tempo, a deficiência de vitamina A pode causar diminuição da adequada lubrificação das mucosas9, tanto ao nível do trato respiratório, tornando-o mais propenso a infeções, como ao nível da visão, podendo resultar em cegueira. Por outro lado, a hipervitaminose poderá causar queda de cabelo.

Assim sendo, o aporte adequado de Vitamina A contribui para o processo de diferenciação celular, para o normal metabolismo do ferro, funcionamento do sistema imunitário e para a manutenção de uma pele, visão e mucosas normais, tendo um papel determinante na saúde ocular.

Bibliografia:

1. Villamor E, Fawzi WW. Effects of vitamin A supplementation on immune responses and correlation with clinical outcomes. Clin Microbiol Rev. 2005;18(3):446-464. doi:10.1128/CMR.18.3.446-464.2005
2. Semba RD. Vitamin A and immunity to viral, bacterial and protozoan infections. Proc Nutr Soc. 1999;58(3):719-727. doi:10.1017/S0029665199000944
3. Stephensen CB. VITAMIN A, INFECTION , AND IMMUNE FUNCTION *. Annu Rev Nutr. 2001;21:167-192. doi:10.1146/annurev.nutr.21.1.167
4. Semba RD. The Role of Vitamin A and Related Retinoids in Immune Function. Nutr Rev. 2009;56(1):S38-S48. doi:10.1111/j.1753-4887.1998.tb01643.x
5. Mora JR, Iwata M, Von Andrian UH. Vitamin effects on the immune system: Vitamins A and D take centre stage. Nat Rev Immunol. 2008;8:685-698. doi:10.1038/nri2378
6. Whatham A, Bartlett H, Eperjesi F, et al. Vitamin and mineral deficiencies in the developed world and their effect on the eye and vision. Ophthalmic Physiol Opt. 2008;28(1):1-12. doi:10.1111/j.1475-1313.2007.00531.x
7. Lien EL, Hammond BR. Nutritional influences on visual development and function. Prog Retin Eye Res. 2011;30(3):188-203. doi:10.1016/j.preteyeres.2011.01.001
8. Kong XY, Du L Da, Du GH. Vitamin A. In: Natural Small Molecule Drugs from Plants. ; 2018:627-631. doi:10.1007/978-981-10-8022-7_102
9. Hewett JL. Vitamin A deficiency. Clin Exp Optom. 1994;77(2):76-77. doi:10.1111/j.1444-0938.1994.tb02378.x
10. Almohanna HM, Ahmed AA, Tsatalis JP, Tosti A. The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss: A Review. Dermatol Ther (Heidelb). 2019;9(1):51-70. doi:10.1007/s13555-018-0278-6

O ácido fólico é uma vitamina hidrossolúvel importante para diversas funções do organismo, como manter a saúde do cérebro, evitar doenças cardiovasculares, prevenir a anemia, participar da formação do sistema nervoso do bebê.

O ácido fólico, também conhecido como folato ou vitamina B9, é encontrado em diversos alimentos como espinafre, feijão, fígado de boi e levedura de cerveja. Além disso, o ácido fólico também pode ser obtido na forma de suplementos alimentares.

A deficiência de ácido fólico pode provocar sintomas como perda do apetite, diarreia e queda de cabelo. Além disso, a carência dessa vitamina também pode causar problemas durante a gravidez, como hipertensão e parto prematuro.

O ácido fólico mantém a saúde do cérebro, ajudando a prevenir problemas como depressão, demência e Alzheimer, porque participa da formação de dopamina e norepinefrina, neurotransmissores que ajudam a melhorar a memória, a concentração e a motivação.

É fundamental, principalmente no início da gravidez, pois participa da formação do sistema nervoso do bebê e previne o aparecimento de problemas, como fenda palatina, espinha bífida, que é uma falha na coluna vertebral e na medula espinhal da criança.

Pode ajudar a evitar doenças cardiovasculares, porque parece diminuir os níveis de homocisteína no organismo, um aminoácido que, quando está elevado, está pode causar alterações nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças cardiovasculares como AVC, aterosclerose ou infarto.

Participa da formação das hemácias no sangue, células que têm como função o transporte de oxigênio pelo corpo e que, quando estão alteradas provocam uma diminuição dos glóbulos vermelhos e causa anemia.

Bibliografia:

1. Chitayat D, Matsui D, Amitai Y, Kennedy D, Vohra S, Rieder M, et al. Folic acid supplementation for pregnant women and those planning pregnancy: 2015 update. J Clin Pharmacol. 2016;56(2):170–175.
2. Cawley S, Mullaney L, McKeating A, Farren M, McCartney D, Turner MJ. An analysis of folic acid supplementation in women presenting for antenatal care. J Public Health (Oxf) 2016;38(1):122–129.
3. Bixenstine PJ, Cheng TL, Cheng D, Connor KA, Mistry KB. Association between preconception counseling and folic acid supplementation before pregnancy and reasons for non-use. Matern Child Health J. 2015;19(9):1974–1984.
4. Hibbard ED, Smithells RW. Folic acid metabolism and human embryopathy. Lancet 1965; 1: 1254.

A biotina, também conhecida por vitamina H ou vitamina B7, é uma vitamina hidrossolúvel essencial para o bom funcionamento do corpo, já que está relacionada com a produção de glicogênio e de proteínas, sendo importante para manter a saúde da pele e dos cabelos, garantir a energia nas células e manter a produção de proteínas.

Permite garantir a energia nas células, já que é essencial para a produção de glicogênio, o que também ajuda a regular os níveis de glicose circulantes no sangue e, consequentemente, prevenir ou controlar a diabetes.

Ajuda a manter a produção adequada de proteínas, pois auxilia na formação de aminoácidos, que são as unidades formadoras de proteínas.

Fortalece as unhas e os cabelos, já que garante a formação de proteínas que são essenciais para a saúde de unhas e cabelos e promove a saúde da pele, pois além de favorecer a hidratação garante a formação de colágeno e queratina pelo organismo, que é uma proteína fundamental para garantir a elasticidade e resistência da pele.

Consegue aumentar a reabsorção no intestino e uso das vitaminas B12, B5 e ácido fólico, ajudando a manter o bom funcionamento do corpo e ajudar na formação das células do sangue, principalmente os linfócitos e anticorpos.

Bibliografia:

1. Bagautdinov B, Matsuura Y, Bagautdinova Set al.. Protein biotinoylation visualized by a complex structure of biotin protein ligase with a substrate. J Biol Chem. 2008;283, 14739–50.
2. Bali AP, Lennox-Hvenekilde D, Myling-Petersen Net al.. Improved biotin, thiamine, and lipoic acid biosynthesis by engineering the global regulator IscR. Metab Eng. 2020;60:97–109.
3. Baumgartner M, Suormala T.. Biotin-responsive disordersIn: Saudubray J-M, Baumgartner Mand Walter J (eds). Inborn Metabolic Diseases, Diagnosis and Treatment, Berlin: Springer, 2016.
4. Fernandez-Mejia C. Pharmacological effects of biotin. J Nutr Biochem 2005;16:424–7. 10.1016/j.jnutbio.2005.
5. Lazo de la Vega-Monroy ML, Larrieta E, German MS, et al.. Effects of biotin supplementation in the diet on insulin secretion, islet gene expression, glucose homeostasis and beta-cell proportion. J Nutr Biochem 2013;24:169–77.
6. EFSA Panel on Dietetic Products N and A (NDA) . Scientific opinion on dietary reference values for biotin. Efsa J 2014;12.

A Vitamina D3, forma fisiologicamente relevante da vitamina D, é sintetizada na pele num pro­cesso dependente de luz solar, mais concretamente radiação ultravioleta B e além de processada no fígado e rins, também pode ser metabolizada por células do sistema imunitário1. A função clássica da Vitamina D é a regulação da absorção e homeostasia do Cálcio, promovendo a absorção intestinal deste mineral, permitindo a mineralização do tecido ósseo, desempenhando um papel importante na função muscular e na saúde musculoesquelética. Para além de contribuir para a manutenção de ossos e dentes normais, a Vitamina D favo­rece o bom funcionamento muscular e do sistema imunitário. A influência dos seus metabolitos no sistema imunitário é conhecida primariamente pelos efeitos inibitórios na resposta imunitária adaptativa, mas também pelos efeitos estimulantes nas células imunitária inatas. Dadas as suas propriedades imunomoduladoras, pode ser útil no tratamento de doenças inflamatórias e autoimunes.

Existe também potencial vantagem em aumentar os níveis de Vitamina D para redução do risco de doenças crónicas, nomeadamente, cancro, doenças autoimunes ou infeciosas, diabetes mellitus tipo 2, distúrbios neurocognitivos e mortalidade em geral.

Resumidamente, é amplamente reconhecido o papel da Vitamina D na absorção e regulação dos níveis de Cálcio e de Fósforo, fundamentais para a manutenção do normal funcionamento muscular e para a formação e manutenção dos ossos e dentes. Para além disso, o aporte adequado de Vitamina D contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário e tem um papel fundamental no processo de divisão e renovação celular.

Bibliografia:

1. Mora JR, Iwata M, Von Andrian UH. Vitamin effects on the immune system: Vitamins A and D take centre stage. Nat Rev Immunol. 2008;8:685-698. doi:10.1038/nri2378
2. Spiro A, Buttriss JL. Vitamin D: An overview of vitamin D status and intake in Europe. Nutr Bull. 2014;39:322-350. doi:10.1111/nbu.12108
3. Hossein-Nezhad A, Holick MF. Vitamin D for health: A global perspective. Mayo Clin Proc. 2013;88(7):720-755. doi:10.1016/j.mayocp.2013.05.011

A vitamina B12 é essencial para a formação das células sanguíneas, prevenindo a anemia megaloblástica, uma doença causada pela deficiência de vitamina B12.

Além disso, a vitamina B12 também é fundamental para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso central, e para o metabolismo das proteínas e dos carboidratos dos alimentos, ajudando a manter uma boa disposição física e mental.

A ingestão adequada de vitamina B12 ajuda no desempenho de algumas funções no organismo, incluindo:

•Ajudar a manter a saúde do coração, uma vez que níveis adequados da vitamina B12 no organismo pode impedir o aumento dos níveis de homocisteína no sangue, um aminoácido que, em grandes quantidades, está relacionado com doenças cardiovasculares;
• Evitar a anemia megaloblástica, pois a vitamina B12 participa da formação das células sanguíneas, ajudando no transporte de oxigênio e nutrientes para as células. Entenda o que é e como tratar a anemia megaloblástica;
• Melhorar a disposição física e mental, pois a vitamina B12 auxilia no metabolismo dos carboidratos, ajudando a manter a energia no organismo;
• Manter a saúde dos neurônios, visto que a vitamina B12 participa da formação e manutenção das funções das células do sistema nervoso central.

Bibliografia:

1. Hodgkin DC, Kamper J, Mackay M, Pickworth J, Trueblood KN, White JG. Structure of vitamin B12. Nature 1956;178(4524):64–6.
2. Carmel R. Biomarkers of cobalamin (vitamin B-12) status in the epidemiologic setting: a critical overview of context, applications, and performance characteristics of cobalamin, methylmalonic acid, and holotranscobalamin II. Am J Clin Nutr 2011;94(1):348S–58S.
3. Caudill MA, Miller JW, Gregory JF, Shane B. Folate, choline, vitamin B12, and vitamin B6. In: Stipanuk MH, Caudill MA, editors. Biochemical, physiological, and molecular aspects of human nutrition. St. Louis, MO: Elsevier; 2013. p. 565–609.
4. Morris MS, Jacques PF, Rosenberg IH, Selhub J. Folate and vitamin B-12 status in relation to anemia, macrocytosis, and cognitive impairment in older Americans in the age of folic acid fortification. Am J Clin Nutr 2007;85(1):193–200.
5. Miller JW, Garrod MG, Allen LH, Haan MN, Green R. Metabolic evidence of vitamin B-12 deficiency, including high homocysteine and methylmalonic acid and low holotranscobalamin, is more pronounced in older adults with elevated plasma folate. Am J Clin Nutr 2009;90(6):1586–92.

1 avaliação de Spell Vitamínico

  1. Paula Pinto (proprietário verificado)

    GOSTEI

Adicionar uma avaliação
Carrinho de Compras
Nós sabemos! É uma chatice. Infelizmente este produto não está disponível mas se colocar o seu endereço de email abaixo e carregar no botão nós avisamos quando existir stock!
Spell Vitamínico
24,00 
Scroll to Top